sábado, 13 de outubro de 2012

Pra que serve um amigo?

Por Martha Medeiros


Para que serve um amigo? Para rachar a gasolina, emprestar a prancha, recomendar um disco, dar carona pra festa, passar cola, caminhar no shopping, segurar a barra. Todas as alternativas estão corretas, porém isso não basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito. Milan Kundera, escritor tcheco, escreveu em seu último livro, “A Identidade”, que a amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu. Chama os amigos de testemunhas do passado e diz que eles são nosso espelho, que através deles podemos nos olhar. Vai além: diz que toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos. Verdade verdadeira. Amigos recentes custam a perceber essa aliança, não valorizam ainda o que está sendo construído. São amizades não testadas pelo tempo, não se sabe se enfrentarão com solidez as tempestades ou se serão varridos numa chuva de verão. Veremos. Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises de choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos. Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta. Um amigo não recomenda apenas um disco. Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país. Um amigo não dá carona apenas pra festa. Te leva pro mundo dele, e topa conhecer o teu. Um amigo não passa apenas cola. Passa contigo um aperto, passa junto o reveillon. Um amigo não caminha apenas no shopping. Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo, sai do fracasso ao teu lado. Um amigo não segura a barra, apenas. Segura a mão, a ausência, segura uma confissão, segura o tranco, o palavrão, segura o elevador. Duas dúzias de amigos assim ninguém tem. Se tiver um, amém.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Mulher não desiste, se cansa.

Mulher não desiste, se cansa. A gente tem essa coisa de ir até o fim, esgotar todas as possibilidades, pagar pra ver. A gente paga mesmo. Paga caro, com juros e até parcelado. Mas não tem preço sair de cabeça erguida, sem culpa, sem ‘E se’ ! A gente completa o percurso e ás vezes fica até andando em círculos, mas quando a gente muda de caminho, meu amigo, é fim de jogo pra você. Enquanto a gente enche o saco com ciúmes e saudade, para de reclamar e agradece a Deus! Porque no dia que a gente aceitar tranquilamente te dividir com o mundo, a gente não ficou mais compreensiva, a gente parou de se importar, já era. Quem ama, cuida! E a gente cuida até demais, mas dar sem receber é caridade, não carinho! E estamos numa relação, não numa sessão espírita. A gente entende e respeita seu jeito, desde que você supra pelo menos o mínimo das nossas necessidades, principalmente emocionais, porque carne tem em qualquer esquina. Vocês nem sempre sabem, mas além de peito e bunda, a gente tem sentimentos, quase sempre a flor da pele. Somos damas, somos dramas, acostumem-se. Mulher não é boneca inflável, só tem quem pode! Levar muitos corpos pra cama é fácil, quero ver aguentar o tranco de conquistar corpo e alma, até o final.

Tati Bernardi


Acho que é por isso que gosto tanto dela. Às vezes, sinto como ela ela me encorporasse para escrever certas coisas. :)

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Sobre ter fé


     "Minha vó Edith era minha confidente desde os tempos de criança. Pra ela eu contava qualquer tipo de coisa com o coração todo aberto, porque eu sentia de forma muito clara a facilidade e o acolhimento com que me ouvia. Um bom confidente, às vezes, é apenas aquele que nos deixa livres para dizermos tudo o que quisermos sobre nós, inclusive bobagens das quais talvez nos arrependamos logo depois de dizê-las. Às vezes, é apenas aquele que interage com o nosso sentimento da vez sem estar com a razão toda arrumada para análises profundas, tiradas magníficas, sermões eloquentes, dos quais nem sempre precisamos. Um bom confidente, essa maravilha rara, é aquele que aproxima, generosamente, a vida dele da vida da gente e, apesar da mágica interação que acontece com essa proximidade, consegue manter a distância necessária para não confundir a sua história com a nossa. Há momentos em que a gente só precisa falar e se sentir, de verdade, ouvido. Só isso. Só isso tudo.

     Pra vó Edith, lá na infância, eu contava os meus pequenos segredos infantis, que eram imensos para mim. As tímidas artes que eu aprontava, sem que ninguém desconfiasse, na maioria das vezes. A real intensidade da esperança de realizar as metas mais inocentes, como ganhar uma bicicleta Caloi no Natal, após exaustivas campanhas domésticas. O tamanho todo de certos medos que eu tinha, mas que mostrava, quando os mostrava, bem diminuídos. As primeiras dores que me apertavam, num tempo em que eu ainda nem sabia direito o que era dor e o que era aperto. Depois, já adolescente, eu lhe contava sobre cada novo projeto, logo assim que eram colhidos, fresquinhos, do pé de sonhos de folhas muito verdes que eu cultivava no coração. Contava, entusiasmada, sobre as possibilidades que faziam a minha vida inteirinha sorrir. Contava sobre os flertes, o clima dos encontros, os diálogos que aconteciam e aqueles que eu imaginava de forma tão apaixonada que até me pareciam de verdade.

     Ela ouvia e eu saboreava a oportunidade daqueles instantes com o mesmo contentamento que sinto até hoje diante da certeza de cada bom e raro confidente que a vida me traz. Ela ouvia com muito ouvido, os olhos sorrindo por estar ali comigo, e, geralmente, com poucas palavras. Do que dizia, nas circunstâncias de cada novidade que eu lhe contava, a minha ansiedade por querer saber se a semente do meu sonho conseguiria florir ou não, ficou uma frase bastante frequente. Uma frase que, depois de tantos anos, ainda ouço, muito nítida, toda vez que meu coração bate mais forte por algum encanto: “Peça a Deus para que aconteça o que for melhor para você, porque Deus sempre sabe o que é melhor para nós; a gente, não.”

     Não dizia para ela, mas eu ficava meio cabreira com aquela história, morria de medo de pedir aquilo. E se o que Deus sabia que era o melhor para mim não tivesse nada a ver com o que eu queria acreditar que era, no afã do meu desejo? E se o melhor que pudesse acontecer fosse simplesmente não acontecer o que eu esperava? Às vezes, queremos tanto o que queremos que não passa pela nossa cabeça que talvez isso possa não ser tão bacana para a nossa vida como a força do sonho faz parecer. Queremos somente o nosso desejo atendido e ponto, sem delongas. Não dizia para ela, mas geralmente eu achava mais tranquilo não pedir, não. Quando pedia, era mais ou menos assim: “Deus, que aconteça o que sabe que é melhor para mim, mas, olha só, você sabe que isso que eu quero é maravilhoso demais, não sabe? Se não está convencido, peraí um pouquinho que eu explico melhor e você vai me dar razão.”

    Olhando para trás, porque às vezes só bem mais a frente conseguimos entender certas coisas do passado, eu percebo que, em vários momentos, ainda que eu não pedisse, parece ter acontecido o que Deus sabia que era melhor para mim e não o que eu superficialmente imaginava saber. Percebo que em algumas circunstâncias em que cheguei a lamentar pelo insucesso de planos que eu considerava os melhores do mundo, eu estava, na verdade, sendo poupada de encrencas das grandes. Hoje, eu entendo que quando a minha vó dizia aquilo ela estava apenas sugerindo, com outras palavras, que eu tivesse fé. Essa entrega diante do desconhecido. Essa possibilidade de soltarmos o suposto controle que acreditamos ter. Esse sentimento de que fazemos parte de uma inteligência que tudo toca, ama e conhece. Essa humildade para reconhecermos que na esfera da nossa mente mais grosseira nós sabemos muito pouco, quase nada. Essa confiança de que acontecerá realmente o que for melhor para nós, ainda que no tempo de cada acontecimento, tantas vezes cegos pelos nossos desejos, não possamos entender o que somente a nossa alma sabe.

     Deus e a nossa alma vivem em contínuo diálogo desde os tempos mais remotos. São confidentes um do outro. Sabem segredos preciosos que não nos contam enquanto não nos for possível entendê-los. Veem cada fato sob uma perspectiva pela qual muitas vezes ainda não sabemos enxergar. Conhecem o jeito como as peças se encaixam, enquanto nos desgastamos tentando encaixá-las de qualquer maneira, com sofreguidão, para atender aos nossos interesses imediatos, mesmo que, restritos pela urgência dos seus apelos, não tenhamos visão do panorama real.

     A fé é um exercício pra vida inteira. Muitas e muitas vezes, eu me distancio incrivelmente dela, achando que posso resolver tudo sozinha. Não é raro nessas ocasiões, na verdade é bastante comum, eu me atrapalhar toda num turbilhão de emoções que me drenam a energia e o sorriso. Mas, toda vez que consigo acessá-la, de novo, tudo se modifica e se amplia na minha paisagem interna. Na fé, eu sou capaz de me dizer, com amorosa humildade, que grande parte das vezes eu não sei o que é melhor para mim. Eu não sei, mas Deus sabe. Eu não sei, mas minha alma sabe. Então, faço o que me cabe e entrego, mesmo quando, por força do hábito, eu ainda dê uma piscadinha pra Deus e lhe diga: “Tomara que as nossas vontades coincidam”. Faço o que me cabe e confio que aquilo que acontecer, seja lá o que for, com certeza será o melhor, mesmo que algumas vezes, de cara, eu não consiga entender. "

Ana Jácomo

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Pequeno post de mim mesma


     Vejo a vida se transmutando, alternando cores, mudando rotinas, gritando desejos paralelos que se acumulam com uma urgência desigual. Não me assusto mais em me assustar, mudo o foco, o jeito de olhar.  Reconstruo sem alargar os passos, persisto no tempo, me recolho como um caramujo, preservando alguma coisa que acho que precisa ficar entocada em mim mesma. Não é vontade de distanciamento, mas reconfigurar os dias é necessário como nunca antes podia ter suspeitado. É como o movimento da vida, da natureza dizendo que é preciso caminhar em manhãs ensolaradas ou noites frias, sentindo com dignidade a ânsia que nos diz que muita coisa ainda está por vir. 

Thaís de Miranda

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Continuando do começo


   Olá!
   
   Há algum tempo venho tentando encontrar o enfoque principal desse blog que, de tanto misturar ideias, acabou perdendo sua razão inicial.
     
   Aos meus olhos, o mundo tem parecido esquisito. Minhas percepções sempre parecem estar contrárias aos meus valores e desejos corriqueiros. Tenho a nítida impressão de que o que realmente importa está cada vez mais fora de moda.
      
   Percebo claramente muitos buscando por coisas que não preenchem nada além dos olhos, durante os poucos minutos que a superficialidade lhes permite observar. Sinto-me uma estranha com pontos de vista diferentes e com foco em algum lugar bem mais distante do que a maioria.
   
   Em contrapartida, consigo perceber exceções. Do tipo que grita alto, dizendo que também gostaria de pertencer a um novo elo de gente. Gente comum. Gente como a gente, com vontade de mais, sem preguiça de pensar, de dizer, e de dar um novo passo.
   
   A ideia inicial do blog era ter um lugar para redigir tudo o que penso, como uma espécie de diário mesmo. Tentei aplicar algumas outras ideias, mas acabo perdendo o interesse.
   
   Adoro maquiagem e moda, mas prefiro deixar o assunto para quem conhece. Acredito que podemos falar de coisas mais interessantes do que consumo e cor de esmaltes. Adoro coisas mulherzinha, sou mulher e vaidosa. Mas gosto de gente, de comportamento, de leitura, cinema, fotografia, decoração, novidades variadas. Gosto da possibilidade de enxergar por um novo ângulo, a diversidade, a ideia de poder refletir, compartilhar sobre o que a maioria coloca em segundo plano na vida. 
   
   E em primeiro plano está dividir, causar alguma mudança. Quase como uma corrente do bem - do tipo que a gente vê e nos faz bem, nos alivia, nos faz sorrir. Porque a gente descobre; e vi muito isso aqui, que muitas angústias, dores ou alegrias, foram compartilhadas. Pessoas que nunca vi, sentiam ou viviam o mesmo e dividiram suas experiências. Essa troca vale muito a pena!
   
   No primeiro momento parece careta demais, porque fácil mesmo é falar sobre superficialidades...
   
   No fundo este é um espaço que (me) permite reflexão. Talvez fora de moda, pode ser! Mas nem sempre é chato, desinteressante. Tudo depende do ponto de partida e da vontade de mudança e consciência que cada um tem.
   
   Junto com a minha necessidade de compartilhar textos, pensamentos, discussões, enfim, veio meio involuntariamente o início desse canal. Compartilhar gostos é compartilhar um pouco de nós mesmos. Talvez por isso, a falta de interesse em desenvolver sobre alguns assuntos... Espero que entendam, e obrigada pelo feedback!
   
   É uma tentativa de blog sem muitas pretensões, mas que divido de coração aberto, para quem tiver interesse em ler, ouvir, analisar, pensar...

Um beijo,
Thaís

sábado, 5 de maio de 2012

Dica de fotografia!

Há algum tempo eu salvei essa entrevista para compartilhar com quem passa pelo blog. Demorei, mas é um post que vale a pena.
No mundo moderno de hoje, todos têm uma camerazinha na mão para registrar os mais variados momentos.
Na entrevista, o fotógrafo Renan Rosa conta como é possível e quais os segredos para um bom clique. 
Ele conta que aprendeu como autodidata, estudando em casa e em seguida, indo para rua para praticar. Apenas alguns anos depois estudou Design de Fotografia e se formou. 
Não adianta só a técnica! É preciso ter um olhar que capta mais que uma imagem qualquer, ela precisa dizer alguma coisa... Impactar de algum modo. E ele faz isso lindamente!


A imagem Tereza, feita em Moçambique, marcou a carreira do fotógrafo.

Para conferir a entrevista é só clicar aqui!
Vale entrar no site do fotógrafo - RENAN ROSA, além de fotos lindas, o texto é muito bom!

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Resiliência

Essa qualidade, que faz de nós pessoas muito especiais, pode ser desenvolvida. Cultive-a e se torne criativa, resistente às frustrações, hábilna procura de solução para os problemas e capaz de fazer de um limão uma fábrica de limonada
por Patrícia Zaidan | fotos Harry Heleotis, Getty Images em 19.11.2007


     A palavra tem sonoridade estranha e significado pouco conhecido, mas pode fazer a diferença na sua vida. O conceito vem da física: é a propriedade que alguns materiais apresentam de voltar ao normal depois de submetidos à máxima
     Tensão. As fibras de um tapete de náilon são o exemplo simplificado dessa ação - elas recuperam a forma assim que acabam de ser pisadas e amassadas. A psicologia tomou emprestada essa imagem para explicar a capacidade de lidar com problemas, superá-los e até de se deixar transformar por adversidades. Detalhando melhor, o resiliente não se abate facilmente, não culpa os outros pelos seus fracassos e tem um humor invejável. Para completar o leque de requintes, ele age com ética e dispõe de uma energia espantosa para trabalhar. Perfil de herói? Parece. Mas essa qualidade é encontrada em gente de carne e osso. Segundo Haim Grunspun, professor de psicopatologia da PUC-SP, um terço da população do mundo tem traços de resiliência.
    Os especialistas em comportamento começaram a estudar o tema, lembra Grunspun, quando se colocaram diante da interrogação: por que - em comunidades atingidas por enchentes, terremotos, perseguições raciais, violência e guerras - algumas pessoas se saem bem e outras não? Chamava a atenção um detalhe: aquelas que venciam um obstáculo se mostravam "vacinadas" para enfrentar o próximo. Que fenômeno seria esse? Até os anos 90, os estudiosos defendiam que a habilidade para administrar conflitos era inata, como um dom. A partir daí, comprovaram que o homem pode, sim, desenvolver a capacidade de se recuperar e de crescer em meio a sucessivos problemas. Grunspun acredita que é na infância que se aprende melhor esses conteúdos. Ele está lançando o livro A Criança Resiliente: Quando e Como Promover Resiliência para ajudar a criar essa mentalidade desde cedo. Nas escolas de Nova York, foram distribuídos em setembro passado 2 milhões de cartilhas para que alunos entre 8 e 11 anos possam crescer resistentes. A medida foi tomada depois que psicólogos atestaram a eficácia da intervenção social, com base na resiliência, adotada com os filhos das vítimas do atentado às torres gêmeas.
     Mas também é possível desenvolver resiliência na vida adulta. A velocista Ádria Rocha, 29 anos, a maior estrela do universo das paraolimpíadas, com uma coleção de medalhas de ouro e prata, pode ser um bom modelo para você se inspirar. Ela garante que se torna mais resistente a cada dia. Filha de um pedreiro e de uma costureira, Ádria e outros três irmãos, entre nove, têm retinose pigmentar, doença que atinge a retina e pode levar à cegueira. Mineira de Nanuque, a atleta conta que enxergava minimamente e que amargou a discriminação de professores e de colegas por causa da dificuldade de aprender. Superou o drama ao encontrar sua expressão no esporte. Já havia se destacado nas Paraolimpíadas de Seul, quando, aos 15 anos, se deparou com uma gravidez precoce. Casou e abandonou as pistas por exigência do marido. Aos 18 anos, mais problemas: ficou completamente cega. A nova realidade fez com que Ádria juntasse forças para se separar e voltar aos treinos. Sem patrocínio, sustentava a filha, Bárbara, vendendo bilhetes de loteria nas ruas de Belo Horizonte. Títulos e medalhas vieram um atrás do outro, até conquistar o primeiro lugar no ranking mundial. Ela detém o recorde de 12 minutos e 34 segundos nos 100 metros rasos, obtido em 2000, em Sydney. "Se ficasse choramingando, usando como desculpa a falta de dinheiro, de visão e de marido, com certeza não chegaria a lugar algum", diz. Quem ouve a história de Ádria imagina que seja a mulher-maravilha. Não é. Ela desmoronou no ano passado, ao sofrer uma contusão no joelho e uma cirurgia. "Tive medo de não conseguir mais correr", revela. Para essas pessoas especiais, porém, um empurrão basta. No caso da atleta, veio da fisioterapeuta Vanda Sampaio. "Ela me acompanhou nos exercícios e me ajudou a recuperar a autoconfiança."
     Uma das principais especialistas em resiliência, a psicóloga Cenise Monte Vicente explica que, para desenvolver essa capacidade, nós precisamos encontrar apoio - mesmo que pequeno - e sentir que alguém acredita em nós. "O parceiro tem uma função restauradora", garante. Ela chegou a essa conclusão analisando o caso de um garoto de família aristocrata que perdeu os pais, ficou sem dinheiro e foi morar num convento de freiras, que o agrediam. Toda vez que era mantido de castigo num porão, o garoto notava que uma freira entrava e chorava. "Embora não falasse nada, a atitude dela transmitia conforto. Era um momento de reparo, renovava a certeza de que alguém acreditava nele." Outra descoberta de Cenise sobre o resiliente é o distanciamento que mantém do moralismo e do papel de juiz. "Ele não julga seus agressores, não classifica como maus os que o atrapalham e ainda é capaz de compreender por que agiram de forma tão drástica", afirma. "Se encaramos o adversário como um demônio poderoso, fica quase impossível lutar contra ele." Mais: "Analisar o contexto e levar em conta todos os lados do problema ajuda a pessoa a enfrentar melhor a situação que ela considera irreversível".
     Os Balboni não se deixaram sucumbir diante do adversário nem das circunstâncias. A família de Luiz Fogaça Balboni, o Zizo, poderia ter vivido um processo de desagregação, como ocorreu na casa de vários jovens perseguidos pelo regime militar. Zizo foi morto em 1969, numa emboscada montada na capital paulista pelo temido delegado Fleury, que caçava oponentes da ditadura. O universitário de 24 anos pertencia a um grupo que acreditava que a luta armada era a única forma de mudar o país. A polícia transformou o velório dele, na pequena São Miguel Arcanjo (SP), num ato de advertência. Durante anos, a cidade olhou feio para os Balboni, que tiveram o crédito cortado até na mercearia. Na época, eles tentavam se levantar de uma falência, e a divulgação de que Zizo seria um inimigo da ordem pública só dificultou as coisas. A família, porém, arriscou novos negócios e se reergueu financeiramente. Dezenove anos depois, foi reconhecida a responsabilidade do Estado na morte do estudante e os Balboni receberam 125 mil reais de indenização. Ninguém pensou em torrar o dinheiro nas ilhas gregas. "Tínhamos que aplicar em algo que representasse a luta dele", lembra o irmão Aldo. Criaram, então, o Parque do Zizo, uma área de 300 hectares de mata Atlântica, na região de São Miguel Arcanjo. Ali, preservam animais em extinção e planejam pesquisar plantas com potencial farmacológico. No local, fica um hotel para quem quer conhecer as trilhas da reserva. Além de exorcizar a dor, a atitude gerou um benefício para outras pessoas.
     O fatalismo e a vitimação passam longe dos resilientes. Nunca pensam: "Tudo é difícil", "Não consigo mudar de rumo" ou "Ninguém faz nada por mim". Pelo contrário, arregaçam as mangas, como os Balboni, para reverter a situação indesejável. E têm metas bem definidas - nada de grandes devaneios, como enriquecer, ficar famoso... Plano, para eles, é algo concreto, acessível e realizável a curto prazo. Cenise chama isso de escada-sonho: você elege um projeto e, quando ele está realizado, escolhe outro, que, concretizado, servirá de trampolim para mais uma etapa. Na escada-sonho de Ádria os degraus estão próximos. "Me vejo quebrando o meu recorde nas Paraolimpíadas de Atenas este ano, cursando fisioterapia e depois comprando uma casa", revela. "É isso mesmo", explica Cenise. "Os projetos dos resilientes vêm acompanhados de imagens. Quem não consegue se projetar no futuro dificilmente realiza seus desejos."
     Uma atitude importante: não considerar prejuízo as perdas que ocorrem. Com 2 anos, Elisa Boéssio, 22, perdeu a mãe, que sofria de câncer. Foi então criada pelo pai, o maestro gaúcho José Pedro Boéssio, que lhe ensinou a ser livre, positiva e a viver de bem com o mundo. Há três anos, o maestro morreu num acidente de carro com outros dois filhos do segundo casamento. "Sofri muito, mas não considero só o fato de perdê-los. O episódio me levou a mudanças de rumo", declara Elisa, que mora sozinha, em Porto Alegre. "Aprendi que o meu centro de apoio deve estar em mim. Se estivesse centrada na presença física do meu pai, que amei tanto, teria enlouquecido." Ficaram os valores que ele ensinou. "Parece que escuto sua voz dizendo onde erro, quando acerto... me educo com essas lembranças." Desde pequena, Elisa não permite que tenham pena dela. "Por que deixaria que me considerassem uma coitada? Ouvi fitas gravadas pela minha mãe, ainda doente, em que ela pede para eu ser feliz, ter amigos, ir à praia." A mudança de rumo a que Elisa se refere incluiu alterações até de ordem prática. Ela havia passado no vestibular de direito uma semana antes do acidente que vitimou a família. O episódio, que parecia atordoá-la, colaborou na reflexão sobre outros setores. "Estava indo para algo que não era minha verdadeira vocação", conta. Meses depois, trancou a faculdade, fez cursinho e entrou em medicina. "Nas dificuldades, também reside a oportunidade de crescimento", diz Olga Falceto, professora de psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. "A crise é representada, no ideograma chinês, por um símbolo que traduz perigo e oportunidade ao mesmo tempo", lembra. Para perceber as chances que a crise traz, Olga sugere: "Dê um tempo para pesar prós e contras. Assim, a ansiedade diminui". O próximo passo é se nutrir das pequenas vitórias que você conquistou, mas que acabou minimizando. Depois, conecte-se com a forma utilizada para atingir aquelas vitórias. Por último, inspire-se nos ídolos que superaram problemas. "Trabalhando os recursos pessoais, o lado saudável, você se fortalece muito mais do que se ficar enfatizando as suas deficiências e os seus conflitos", diz. Pronto, agora ficou mais fácil iniciar um projeto de resiliência para melhorar a sua vida.
Manual de superação
     No momento da crise, formule uma explicação para o que está ocorrendo: analise as circunstâncias, a seqüência dos fatos e as razões do adversário. Tente entender os seus sentimentos em relação a tudo isso.Pense no que vai fazer quando sair da crise. Fica mais fácil suportar a dor ao se imaginar no futuro.
    O tempo que rege o resiliente é o presente. Comece, agora, a mudar a situação indesejada: estude, trabalhe, seja livre.
     Estabeleça vínculos com pessoas que podem representar coragem e estímulo. Mas não espere que uma delas faça o papel do salvador da pátria para resgatá-la do fundo do poço. A melhor saída é sempre aquela que você encontra.
     Valorize as pequenas vitórias. Lembre-se de como as conquistou e veja que pode ousar de novo. Isso traz autoconfiança.
     Não pense só em você, mas nos que vão se beneficiar da sua conquista ou tomar sua história como exemplo.

domingo, 1 de abril de 2012

Uma Grande Lição

POR ROBERTO RODRIGUES

A maior riqueza é o tempo que uma pessoa consegue dar a si mesma;
o tempo para viver com alegria

      HÁ POUCOS dias tive a oportunidade de assistir a uma palestra do sr. Nando Parrado, empresário de sucesso do vizinho Uruguai. Parrado é um dos sobreviventes do terrível acidente aéreo ocorrido há 39 anos, quando uma equipe juvenil uruguaia de rúgbi ia jogar em Santiago do Chile e o avião se chocou contra uma montanha nos Andes, dividindo-se em dois. A parte traseira despedaçou-se no acidente e nenhum de seus ocupantes se salvou.
       
       A parte da frente, por milagre, deslizou por uma longa ravina inclinada na cordilheira, sem bater em nenhuma pedra ou obstáculo, até parar. Era um “charuto” cortado ao meio, e, quando parou, tinha 29 sobreviventes e alguns mortos. O palestrante contou que, quando os jovens atletas, com idade média de 18 anos, receberam a informação de que havia algumas vagas no avião, ele correu na frente dos demais e convidou sua mãe e irmã: eram viagem e final de semana gratuitos em Santiago, e Parrado ficou entusiasmado quando ambas, alegremente, aceitaram o convite. As duas morreram no acidente.

      Ele tratou do tema com profunda dignidade, sem o menor sensacionalismo. Foi desfiando suas ideias, suas perguntas, suas perplexidades e suas crenças. Assim que o avião parou na ravina, na escura noite andina, em meados de outubro, os jovens tomaram a primeira e fundamental decisão: tapar o buraco traseiro do “charuto” que restava do avião, para reduzir o frio e, com isso, sobreviver. Foi a grande iniciativa que lhes permitiu ficar ali dois meses inteiros, esperando o momento de buscar algum tipo de socorro.

     Souberam -ouviram no rádio- que depois de dez dias as buscam foram suspensas, porque se considerava impossível que houvesse algum sobrevivente após esse período. Sabiam também que tinham de esperar o melhor período -o verão- para tentar caminhar na neve até encontrar algum socorro. Não tinham roupas para isso -afinal, eram jovens que iam jogar rúgbi e voltar-, e suas chances eram mínimas. Sofreram todo tipo de percalço, inclusive uma avalanche que cobriu o avião e matou mais alguns deles, deixando os 16 restantes ainda mais desamparados.

       Em nenhum momento Parrado tratou do conhecido tema da necessidade de se alimentarem dos mortos, fato que, à época, teve grande repercussão. Não, nada disso. Apenas narrou a saga inacreditável: após os dois meses de louca prisão na fuselagem, ele e mais dois amigos saíram em busca de socorro, sabendo do improvável êxito de sua tentativa. Um deles voltou ao final do segundo dia, mas ele e o outro continuaram. Por dez dias, dormindo duas horas por dia para não congelarem, seguiram adiante, até encontrar socorro.


Da fantástica história, algumas conclusões:


1) O amor é o grande motor das ações humanas. Parrado queria voltar por amor ao pai, que supunha desesperado pela perda de toda a família. O amor ao seu pai fê-lo seguir adiante, superando todas as brutais dificuldades. “Hoje, amo minha família, meus amigos e meus cães. O resto é secundário”. Amor, amor, amor acima de tudo.


2) Nada acontece depois que a gente morre: tudo continua, igualzinho, para os que ficam. Os bancos continuaram funcionando normalmente, bem como as lojas e tudo o mais: nada mudara, embora ele estivesse hipoteticamente morto.

3) Quando uma decisão tem de ser entre a vida e a morte, prevalecerá sempre a primeira, e com rapidez, sem maiores considerações.

4) A maior riqueza é o tempo que uma pessoa consegue dar a si mesma. O tempo para viver com alegria, para curtir seus amores, para ser gente, e não escravo do relógio ou dos preconceitos.

5) Para que perguntar, por exemplo, por que convidara a mãe e a irmã? Não adianta nada… Como diz ele: “sorte; destino?” Parece tudo tão claro, tão óbvio! Mas como é difícil. É tão evidente que o amor é a maior alavanca do mundo, e a liberdade (o tempo) é o maior bem, mas o homem vive desdenhando o amor e consumindo o tempo, envolto em vaidades vãs e em ambições inúteis.



ROBERTO RODRIGUES, 69, coordenador do Centro de Agronegócio da FGV, presidente do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp e professor do Depto. de Economia Rural da Unesp – Jaboticabal, foi ministro da Agricultura (governo Lula).



Texto publicado em 24/09/2011, pelo jornal Folha de S. Paulo

sexta-feira, 30 de março de 2012

Mundo Verde

Designers criam vasos de flores em forma de bonecas

Redação PEGN



     Desenvolvidos pelos designers Van Eijk e Van Der Lubbe, o Bloom My Buddy é um tipo de vaso que se parece com uma boneca (ou boneco). 

    O produto é feito de poliuretano e possui dois reservatórios separados, que comportam plantas diferentes. 

     Com o vaso, é possível criar diferentes tipos de arranjos e utilizar a criatividade na decoração da casa.  Cada item custa 95 euros (R$ 231) e pode ser encomendado no site da Usuals.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Conheçam Choi Sung-Bong!

Tira o fôlego. Depois inspira.
Aproveite para reavaliar a vida e principalmente, dar aquele passo para que mudanças aconteçam.

Choi Sung-Bong é um jovem de 22 anos, que tem uma história de vida tão inacreditável quanto sua performance no palco do famoso show de talentos coreano. 

terça-feira, 13 de março de 2012

Leitura Simples

Aprenda a lidar com a sensação de vazio
Especialistas explicam como superar a carência sem exagerar nas expectativas
Conteúdo do site VIDA SIMPLES

Vazio primordial alimenta procura do homem por sua própria verdade
Foto: Vida Simples

   A quase indefinível sensação de necessidade e carência foi descrita pela filosofia, pela psicologia, pela literatura. "Na mitologia grega, a mãe de Eros, o desejo, é a Penúria, a falta. Sabiamente, os gregos colocavam a carência como a origem de tudo que desejamos na vida. Para eles, esse gosto de escassez, de insuficiência, de insatisfação é a grande faísca que dá partida às nossas ações, planos e sonhos", diz a professora de mitologia Helenice Hartmann.

   Saber disso gera alívio. Muita gente não consegue identificar esse aperto no peito que nos angustia, e mal percebe que ele está ali presente, ou que sequer existe. Ao dar um nome para esse sentimento difuso, mas insistente, a vida pode se reorganizar de uma maneira diferente.
   Podemos reconhecer o que nos incomoda e, mais que isso, observar como essa falta primordial é capaz de conduzir, nem sempre de uma maneira mais sábia, a maioria dos nossos movimentos existenciais.
   Com base nessa nova consciência, é possível, então, uma regulação mais equilibrada de nossos desejos: já sabemos o que os origina, e assim podemos administrá-los melhor. Se admitimos que essa falta jamais será preenchida com as ilusões do universo material, ou mesmo emocional, vamos abrandar a fome com que nos atiramos às pessoas e às coisas.
   Dessa maneira, é possível nos contentarmos mais com a vida, e até nos alegrarmos e nos sentirmos gratos com o que já temos, pois atendemos a essa necessidade de outra forma. "Não se trata de suprimir o desejo, mas de transformá-lo: de desejar um pouco menos aquilo que nos falta e um pouco mais aquilo que temos; de desejar um pouco menos o que não depende de nós e um pouco mais aquilo que de fato depende", sugere o filósofo francês contemporâneo André Comte-Sponville. Sem dúvida, isso já é um ótimo começo.
   O psicanalista francês Jacques Lacan se aprofundou no tema no século 20. Ele afirmava que esse vazio primordial alimenta a procura do homem por sua própria verdade. Portanto, para Lacan, a falta não é, em si, negativa ou indesejável, mas o poderoso estopim de uma busca interna que pode se tornar reveladora.
  A lógica é simples: se espero conseguir algo, é porque me falta alguma coisa, certo? Portanto, a esperança primordial, aquela que alicerça todas as outras esperanças que habitam nosso coração, é nossa vontade de conseguir preencher esse vazio que nos consome. Por isso mesmo, os estoicos desconfiavam muito dela. "Esperar um pouco menos, amar um pouco mais", propunha essa antiga corrente de filosofia da Grécia. Em outras palavras, mais ação e menos expectativas.
   Porque ao colocar o desejo de satisfação no futuro, nos deslocamos do presente e aumentamos nossa angústia. Para evitar isso, os estoicos adotavam uma medida prática: satisfaziam-se com o que tinham. Para eles, desejar mais do que o momento proporciona era garantia de infelicidade.
   E há outro bom motivo para não se depender da esperança da satisfação de um desejo: assim que o realizamos, outro buraco se forma, outra falta, que exigirá o seu preenchimento. "Assim que um objetivo é alcançado, temos quase sempre a experiência dolorosa da indiferença, ou mesmo da decepção", continua o educador e pensador francês Luc Ferry.
   Viver entre a esperança de ter, ou ser, e o medo de não ter, ou de não ser, pode se tornar outra forma de tortura. "O medo é a face complementar da esperança. Temos esperança porque, no fundo, temos medo de não ter nosso desejo satisfeito. Esperamos que ele se realize, mas temos medo de que ele não se realize", diz indo direto ao ponto a monja budista americana Pema Chödron.
   Em resumo, para não sofrer tanto com as expectativas, é necessário aceitar a vida como ela é, e reconciliar-e consigo mesmo. "É possível fazer planos, é claro, mas não depender disso para ser feliz. A felicidade está dentro de nós, e não fora, no outro, no futuro ou em outras circunstâncias", diz Pema. Ao constatar isso, já fica mais fácil nos livrarmos de outra forma de sofrimento ocasionado pela falta: a inveja.

segunda-feira, 12 de março de 2012

News Nars!

      Meninas, a Nars está a caminho do Brasil!

     Os burburinhos é de que em meados de maio, já que ainda não existe data confirmada, a primeira loja física da Sephora chega no Brasil. Sim! Estamos ansiosas com a chegada da loja e acreditem, dentre as grifes que todas nós desejamos e que estreiam junto com a perfumaria, lá vem ela, a NARS.


     Segundo informações da Revista Estilo, os produtos serão vendidos exclusivamente pela Sephora, que será aberta no Shopping JK - que está para ser inaugurado em São Paulo. 

       Já no primeiro momento desembarcarão todos os principais best sellers da marca! A única que ainda não está incluída nesta primeira leva, é a linha para pele NarsSkin, que deverá ser importada um pouco mais pra frente.  Aguardemos, ansiosamente... :)



sexta-feira, 9 de março de 2012

Walt Disney Inspirações

Pôsteres de blockbusters ganham versão Disney

Imagens foram desenhadas com traços usados em histórias infantis

online em PEGN

   A Old Red Jalopy, empresa britânica especializada em desenhar pôsteres exclusivos, fez uma série inspirada em Walt Disney. Traços das histórias infantis foram usados para criar uma releitura das imagens de filmes de sucesso.



   O resultado transformou Daniel Craig, o atual 007, em um príncipe encantado armado. Bella, da saga Crepúsculo, ficou mais parecida com sua xará de “A Bela e a Fera”. Até o cartaz de “Se Beber, Não Case” ganhou uma versão mais inocente.

Adorei!!!Aliás, sou suspeita sobre tudo que tem relação com o mundo mágico de Walt Disney. :) 

quinta-feira, 8 de março de 2012

Feliz todos os dias!

Porque para encontrar-se consigo mesma, nunca será tarde demais.
Assuma quem é, mude se julgar necessário, e aproveite cada tempo para aprender a ser melhor!
Mas só pra agora é muito pouco... Prepare-se para enxergar o que te faz feliz, todos os dias.
Personare 
Independente de que dia seja, sorria e faça uma boa escolha. Coragem! Domina esse castelo porque ele é seu! ;)
Com carinho, para todas as mulheres que se permitiram e/ou permitem compartilhar de suas vidas comigo. Princesa ou plebeia, com foco ou sem, mas sempre em todos os ângulos, aprendendo que ao invés de dividir, é possível a cada dia somar.

terça-feira, 6 de março de 2012

Vida Sutil

   A minha intenção era só passar por uma consulta com um bom terapeuta holístico, capaz de me fazer encontrar o que parecia tão distante de mim mesma. Há algum tempo, ficou cada vez mais evidente minha crença no equilíbrio emocional, mental, espiritual e físico de cada um, como forma de um sistema que conversam entre si. Mas sobre isso, um especialista pode lhes dizer melhor.
   
   Lembro-me do coração saltitante e ansioso. Portas abertas, um sorriso acolhedor que de imediato, disse-se me com prazer: Oi, sou Paula Pires!
   
   Meus olhos fugiram do olhar dela, porque foram de encontro com cristais, com uma energia diferente da que me rodeava minutos antes e de elementos que me encantavam como se eu já tivesse uma proximidade com aquele lugar, há muito, muito tempo.

   A decisão de buscar equilíbrio, uma vida mais saudável, mais consciente, me fez descer aquela ladeira a caminho do consultório sorrindo, monologando sobre tudo o que eu poderia ou não dizer, talvez tentando me convencer de que aquela ansiedade era comum, porque eu estava indo de encontro com algo que naquele momento fazia questão de vivenciar.

   Não quer dizer, que tenhamos que parar algum tipo de tratamento médico, por exemplo. Mas preciso enfatizar o quanto essa dedicação compartilhada com o novo, talvez diferente no início, faça com que sintam mudanças incríveis, como as que senti. Indescritivelmente acolhida, amada, cuidada. 

   Foram duas horas de consulta, entre sorrisos, lágrimas, autoconhecimento, questionamento e uma enorme vontade de seguir a diante. Cabeça erguida e avante!

  Caso tenha interesse ao menos em conhecer melhor sobre o assunto e sobre quem fez com que eu escolhesse andar por uma linha irremediavelmente feliz, como é possível para qualquer um de nós, entre na página www.vidasutil.com.br, ou clique na imagem abaixo. 


Assim como me foi mencionado, vou dizer para vocês!

A consulta pela qual passei, é composta por quatro técnicas - Terapia floral alquímica, Reeducação Alimentar, Astrologia, Fitoterapia. O valor da consulta já inclui o seu mapa astral em CD, a reeducação alimentar caso necessária, prescrição de florais, além da avaliação segundo a medicina chinesa e se necessária a sugestão de ervas para serem feitas sopas.
Além disso, existem outros tratamentos. Sugiro que entre no site e conheçam melhor o trabalho da terapeuta.

Ah, e caso marque uma primeira consulta, prepare-se para se surpreender.

Aliás, aproveitando o espaço, Paula Pires, tão querida, tão acolhedora, com energias tão positivas... MINHA terapeuta, soando com boca cheia de orgulho: meu amor e minha gratidão. Nos vemos em breve!

DICA DE HOJE!

A minha dica é para se olhar, sem desculpas de que o o dia é curto demais, e buscar o que há de melhor e menos superficial em você. Se olhe, insista, se encontre. Vale a pena a dedicação.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Esqueça o filtro solar...

...e acredite no conhecimento.

Nem tudo que é bom pra mim, é para você. Você já ouviu alguém dizer nos dias de hoje, que fulano morreu porque misturou leite com manga?
O tempo passa.
A vida também...
Nem tudo que a mídia diz é martelo batido. 
Cada caso, pode ser um caso a parte.
Você é único. Merece tratamento VIP...
É preciso acreditar no novo: em novas técnicas, na evolução, é preciso acreditar no conhecimento, no autoconhecimento.

Posso até não concordar com meia dúzia de palavras, mas acredito na busca do bem estar e equilíbrio, de uma vida mais saudável e feliz. E por achar interessante, compartilho esse vídeo com você.

Produção - 3filmgroup.tv
Realização - SUPERINTERESSANTE

Falando em Barbie...

Gente, ela cresceu mesmo!
Então um adendo: a Barbie pode beber. Socialmente, pra ser fina e elegante, por favor. :)
Ah, e claro, ela inclusive comemorou os 50, tá?!



Um comentário fútil e maldoso, a la madame satã: Eu acho que a tal da Brunete Fraccaroli, do programa "Mulheres Ricas", exibido na Band, teria itens como esses na festa dela, né?! Desculpem, mas não resisti e associei, sem querer, querendo.


                     

Ela jura que é a Barbie. Ok, deixa ela ser feliz, né?! Mas vale lembrar que a Barbie é mais nova (ainda que nessa imagem não aparente), e nesta foto, a original não teve oportunidade de pintar o cabelo e menos ainda passar por cirurgias plásticas. :)

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O fantástico mundo da Barbie!

   Com mais de 50 anos de idade, a Barbie continua firme e forte.  A mocinha é na verdade, Barbara Millicent Roberts, e foi criada pelos pais em 1959 -  Ruth Handler e o seu marido Elliot Handler. 

   O lançamento oficial foi em março de 1959 em Nova Iorque e foi vendida a 3 dólares, nos primeiros exemplares, que teve 340.000 bonecas vendidas.

   A Barbie influenciou uma nova conduta em mulheres e crianças, teve suas versões étnicas, coleção de alta costura, românticas, clássicas de cinema, além de mais de 20 filmes lançados.

Saiba (quase) tudo sobre a história da Barbie, aqui!

     E agora, tcharam!
    Barbie também é obra de arte. A fotógrafa francesa Jocelyne Grivaud, montou um projeto fotográfico e na série, houve espaço inclusive para o sorriso mais famoso e enigmático de Mona Lisa. 

A pop Marilyn

Coco Chanel



Mona Lisa

Submarino amarelo dos Beatles vira ônibus rosa

Brigitte Bardot em cena clássica do filme 'O Desprezo'

Achei diferente. Curti muito a ideia!
Se você quer conferir na íntegra a matéria na Cherryout, clique aqui!





THAÍS DE MIRANDA