quinta-feira, 30 de setembro de 2010

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Keep your feet on the ground!

Quanto tempo! São tantas coisas nestes últimos tempos, que novidades já são assuntos velhos!
Mudei de escola, estou em um Campus lindo, com gente mais dinânica e três professoras de uma vez! Very good!
Este mês evolui meu psicológico para os próximos 20 anos: A cara dos EUA que ninguém conhece, está aqui na Flórida...
Todo mundo acha fácil, bonito, glamour e o pior, pensa que todo mundo vem aqui pra ficar ou ficou rico. Gente, this no longer exists! This is a thing of the past! Talvez tenha existido quando o dólar valia R$4,00. Hoje você faz dinheiro se for striper e bem corajoso (a)...
Acredite em quem vive isso. Isso aqui é a escola da vida!
Brasileiros têm fama ruim e é muito fácil descobrir porquê. É triste, but it's real. Cada história que parece duas...
Mudei de casa pela terceira vez, por força maior claro! Além da Lú, a finalmente companhia feminina, tem o James, americano mega paciente com lerdos em inglês! Agora eu acho que fico nesta casa atééé o dia de voltar! :)
Ah, não posso esquecer que agora também tenho a companhia da Sasha - A CÃ! hahaha Coisa mais fofa e obediente! (ela só entende in english! ;))
Eu nunca quis ter um coração de pedra. Mas com certeza eu estou aprendendo a ter um coração menos mole... Ninguém é tão bonzinho, a gente precisa desconfiar da quilometragem e olhar o prazo de validade. Assim que é a vida real. Welcome to América! (again e com foto da escola! ;))




quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Apressado come cru

Eu quase nasci antes da hora. Dentro do carro. Deve ser por isso que eu estou mais perto da linha do apressado do que do atrasado.

Muitas vezes, sei que poderia esperar mais tempo. Talvez pudesse poupar, esperar evaporar. Mas sempre tive pressa, queria logo. E diversas vezes o logo se prolongou, porque o meu logo, nunca era urgente para outras pessoas.

Apressado come cru, mas o lerdo pode comer queimado... E qual o tempo certo? Horas e horas de cozimento. Horas lendo receita. Meses amassando a mesma massa. E tantos ingredientes faltando...

Quem nunca teve um caderninho cheio de receitinhas e uns pingados de óleo? Os 20 minutos de assado que nunca foram 20. Porque só depois de um tempo a gente descobre o lance da potência, dos graus, temperatura.

Minha cadeira sempre esteve lá, quase ao lado do fogão. Nunca gostei da ideia de perder o ponto, embora inúmeras vezes tenha perdido a medida. Também acho prática a possibilidade de comprar pronto. Mas o prazo de validade não deixa de existir...

Pensando bem, acho que demorou um tempo para que essas aulas de culinária fizessem tanto sentido pra mim...

domingo, 12 de setembro de 2010

Detalhes

Logo que citei sobre o que desejava falar, desabafar, escrever, enfim... Lembrei da música do Roberto Carlos. É brega, mas é real. E me desculpe, é linda também. “Detalhes tão pequenos de nós dois, são coisas muito grandes pra esquecer, e a toda hora vão estar presentes, você vai ver!” De nós dois, nós três, ou quatro. Não importa!

Eu sempre fui detalhista. Minuciosa. Observadora. Além disso, também sempre fui 100%, inteira, completa, transbordando. E quem é demais, cobra demais, espera demais, se frustra demais. Sempre soube que demais é muita coisa. Mas sempre preferi o mais. Porque menos é pouco demais pra mim.

Eu sou apaixonada por detalhes. Pelas pequenas coisas que muitas vezes passam despercebidas por tantos, mas que considero extremamente importantes. São os pequenos e quase imperceptíveis instantes inesquecíveis.

E na ciranda dos encantos que a vida me permite viver, todos os detalhes continuam dando voltas pelos meus dias - Inclusive os detalhes ausentes. Aqueles que não passaram do desejo e dos intermináveis minutos de espera e de sonho. Embora fossem completamente possíveis.

Às vezes, tudo fica escondido no lado confuso da complexidade do ser humano que também faz parte de mim. E aí me faço inúmeras perguntas obviamente sem respostas. Como gostaria de entender tanta coisa, que pode inclusive ser um mero detalhe, mas que eu guardo na minha certeza, fazer toda diferença. Não tenho asas pra voar, mas talvez eu pudesse ter menos lados pra enxergar, ou ter a certeza de quantos lados o outro tem e de que lado exatamente eu posso entrar... (porque eu nunca fico do lado de fora...).