sábado, 8 de novembro de 2008

Toc, toc

Depois de um longo e tenebroso inverno, cá estou. Se fosse contar todas as coisas que aconteceram comigo ou diante dos meus olhos durante esse tempo que não apareci por aqui, ficaria por muitas, muitas horas especificando o que óbvio, merece ser detalhado. Novidades, coisas fofíssimas, alguns desaforos e claro, muita bizarrice - é o que háde monte na minha life!
Mas devo confessar que apesar dos caminhos pelos quais passei, o hoje é o que me traz aqui. Claro que antes de tudo, o meu obrigada pelos recados, pelos e-mails, pelo carinho dos amigos que me emocionaram e me fizeram dar boas risadas com apenas meia dúzia de palavras! Pois é, isso é possível!
Aliás, o cuidado que devemos ter sobre tudo que pronunciamos deveria ser tão grande quanto a atitude que tomamos. Na maioria das vezes não se pode voltar atrás. Tudo bem, tem aquela velha história de que a gente perdoa, mas meus queridos, a gente não esquece.
Nesses meses, muita parte do passado bateu na minha porta. Antes, eu pediria para entrar, mas aprendi que certas coisas não se refaz. Já que com página virada vem novo capítulo, prefiro acreditar que duas partes precisaram viver e aprender alguma coisa. Tem quem aprende, tem quem viva de museu.
O novo traz novas vontades, nova dimensão pra enxergar os dias e entendimento pra lamentar muito menos com o que faz zerar uma parte do que vivemos. E sabedoria pra lidar melhor com as situações, com novos ciclos, só depende de nós mesmos.
O quanto eu aprendi, em um espaço relativamente curto de tempo, é o que tenho de mais novo, e é com certeza o que está mais evidente - depois dos quilinhos a menos! Orgulhosamente, digo que apesar de tantas coisas, esse é um ano de descobertas, metas cumpridas, desejos realizados e muito, muito, muito crescimento.
Voltei, embora nunca tenha dito que partiria.
Então, bem vindos novamente.
Ah, bem vindos ao novembro: meu mês! :)

Thatá

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Clichê

Eu não me importo com o seu jeito de andar, com a falta de silêncio ou com o que sobra de agonia. Mas é perceptível o que segue incontrolável nas frestas que também preenche o seu vazio - eu sei. Finjo que não me irrita as suas manias porque sou cheia delas e no mais, vejo em cada trejeito o diferecial que me cerca de vontade de não saber o que realmente é o certo. Eu me perco nos detalhes - pelo simples fato de ter um potencial gigantesco para me perder em você. Assumo o peso, não sei quais são as medidas e não me desespero por não saber. Sinto calma destilada e olhares perdidos, cheios de vontade dos teus, com uma certeza dolorosa de que vão se dividir nos próximos quinze minutos. Ouço no silêncio, fecho os olhos para a minha própria promessa e penso na saudade desmedida. Eu digo não; querendo dizer sim, penso; não querendo pensar, imponho prazo e me perturba o limite. Vejo sorrisos embrulhados em papel de presente, engano a fraqueza e penso no feliz acaso que não pode ser chamado de destino, não porque seja forte demais, mas porque metaforicamente é imcompreensível...

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Retórica

Eu não me importo com o seu jeito de andar, com a falta de silêncio ou com o que sobra de agonia. Mas é perceptível o que segue incontrolável nas frestas que também preenche o seu vazio - eu sei. Finjo que não me irrita as suas manias porque sou cheia delas e no mais, vejo em cada trejeito, o diferente que me cerca de vontade de não querer saber o que realmente pode ser o certo. Eu me perco nos detalhes, pelo simples fato de ter um potencial gigantesco para me perder em você. Assumo o peso, não sei quais são as medidas e não me desespero por não saber. Sinto calma destilada e olhares perdidos - cheios de vontade dos teus, com uma certeza dolorosa de que vão se dividir nos próximos quinze minutos. Ouço no silêncio, fecho os olhos para a minha própria promessa e penso na saudade desmedida. Eu digo não; querendo dizer sim, penso; não querendo pensar, imponho prazo e me perturba o limite. Vejo sorrisos embrulhados em papel de presente, engano a fraqueza e penso no feliz acaso que não pode ser chamado de destino, não porque seja forte demais, mas porque metaforicamente é incompreensível...

quinta-feira, 24 de julho de 2008

O Pote

O pote permanece aberto. Ali pousam moscas e já passaram piores espécies. Às vezes, quero o pote entreaberto, mas não adianta! Abro, fecho, abro, fecho, eu perco a tampa... Já foi amarelo, rosa, roxo, azul, mas vi muito vermelho ancorar - o vermelho da paixão, o mesmo vermelho do sangrar. O espaço foi algum dia pequeno demais, outros muito grande para o pouco de 'mim' . Agora o tempo mostra que o 'meu mim', é do tamanho do 'eu' que deixei crescer e ainda assim, cabe onde eu quiser, do jeito do meu querer, com ou sem exagero - deixando vazar ou não. Eis ali um pote dentro de outro pote - de carne, de osso e graças a Deus um cérebro que funciona e em avante. Dentro dela tem um pouco de saudade, muito de amor, um tanto de maldade. Está a cerca de leis, lembranças e estampas. Deixa encher, vê transbordar. Pode ser raso, pode ser fundo, pode ser como quiser. Bem como deixar rechear com muito pouco do próprio 'mim', mas infestado de você.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

O que eu queria dizer...

"Chega de meias bocas pra preencher profundos vazios. Meias bocas para beijar entradas inteiras. Meios beijos de respeito na testa. Meias palavras para dizer alguma coisa que, feita a análise fria, nada querem dizer.
(...)
Chega de ser metade comida em meios horários e meio amada em histórias pela metade.
(...)
Paciência é dom de amor aquietado, pobre, pela metade. Calma, raciocínio e estratégia são dons de amor que pára para racionalizar. Amor que é amor não pára, não tem intervalo, atropela..."
.
.
.
Era o que eu queria dizer. Mas eu iria me perder nas palavras.
Se não estou enganada, os trechos são do texto de Tati Bernardi!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

A chegada

Logo que coloquei meus pés ali, pensei sobre a dúvida que havitava meu peito dias antes, mas a interrogação já não cabia naquele espaço tão superior do afago antes do adeus.
 
Naquele momento eu aboli todas as vírgulas, os parênteses, os senões, os quem sabes ou qualquer genial estratégia que já havia rondado os meus pensamentos, quando a vontade de quero tudo e agora de você, inteiro e para sempre, tomava conta do meu pedaço mais atado e incapaz.
 
Ali estavam meus anseios mais disfarçados, a vontade mais reprimida, o choro mais contido e a saudade mais confessa.
 
E como se eu já soubesse o próximo passo, o alto teor da intensidade vasava por todos os lados, nu, cru, com todos os gestos escondidos no meu desamparo. Bem ali se escondia meu medo fracionado, ventania e os trovões, o desejo da palavra e da voz que o a mente não conseguia ecoar.
 
Aquela calçada tentou dizer e eu me esforcei para esboçar o sorriso de final de noite. Repeti algumas vezes as mesmas frases jurando acreditar que minhas palavras infames teriam alguma força sobre mim - no quarto, no banheiro, no banho, na chuva, no choro.
 
Mas eu o via nas entrelinhas e na vontade de dividir todos os encantos, ainda que eu prometesse que seria diferente a cada vez que eu passasse por aquela placa lembrete; mais de cinco vezes naquele vai e vem perturbador.
 
Eu almejava um lugar mais distante dali, mais quieto e silencioso, mais aconchegante, mais cheio do seu olhar. Forjando imprecaução das minhas certezas nunca certas, desejando de novo a resposta sólida, doce e sustentável, com a vontade mais asfixiante que já senti.
 
Faltava o constante depois do alívio momentâneo, das 'palavras-surpresa' e dos meus olhos fechados perpetuando segredos. Bem além da voz de todos os dias, da sede saciada a conta-gotas, da insegurança indefesa, da vontade de querer mais. Dois passos além do olhar que não cala, da voz que não fala, do abraço que quer dizer, das mãos que sinto suar, do lábio que vejo tremer, do coração que sinto palpitar, do corpo que dá nó, do mundo que não pára de rodopiar...

terça-feira, 24 de junho de 2008

O ontem de vários

Em algum momento eu deveria ter suspeitado. Mas não. Eu me permiti esperar pela chegada sem hora marcada, porque eu consigo ver delicadeza onde não tem. Vi sorrisos se desdobrarem no manso caminhar bem próximo de mim. Dei meus braços para que desejasse também meus melhores abraços.
 

Deixei que você entrasse onde moram os meus pedaços e habitam os meus sonhos. Tão logo, eu senti meu corpo dormente de felicidade porque no fundo, eu sabia o tamanho do atrevimento que cabia em qualquer pote que não fosse o meu.
 

Antes que eu pudesse descrever meu amanhecer você já morava no hábito estranho de qualquer anoitecer. É como se adivinhasse sobre detalhes que eu nunca soube, mergulhando no fundo de mim mesma e arrastando para perto de você meus olhos úmidos do infinito cheio de ondas, porque sem elas, nada parece certo. E seria lindo resgatar as lembranças em lugar nenhum e outro lugar, se existisse um ponto de partida. E um ponto qualquer existiria, ainda que você tivesse dito que não.
 

Logo eu sinto que me atrapalha por se atrapalhar nas suas próprias referências, que na verdade, não são suas, tão pouco as que deseja se espelhar. Sei sobre o mundo completo e estranho cheio de medo entre o sentido e o racional que te fizeram acreditar, quando não experimentar é ser capaz de se esconder numa bolha para ver se isso o defende do mundo.
 

E tudo o que eu sei é sobre extremos que eu quis viver, assim que descobri que o sentimento é bem menos que tamanho e medidas, mas que pode ser inteiro. Porque sentimento só o é, se podemos sentir sem polegadas e sem tempo, nada que se possa apropriar em tese ou que exista em livros didático. 

Enquanto eu tento me apossar do equilíbrio do meu cheio na tentativa de não transbordar, você participa aí do lado de fora, olhando pela janela - tão mais calmo, tão simples, bem mais seguro, mas ainda assim, eu diria que não - obrigada, porque esse lado é pra mim, muito cheio de vazio.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Dessas entrelinhas

Parece que foi ontem que a mesma sensação rondou minha cabeça durante todas as frestas do dia. Das horas que se confundem com passos inseguros durante o tempo que eu ainda faço calar.
 

É a mulher despregada do corpo que vejo caminhar da maneira mais desordenada, mas se esforçando para achar o ritmo seguro, porque tudo que ela quer é ver dar certo, é se sentir segura - com lua alta, mato ou maresia. E desde quando me sujeitei a sentar na avenina Paulista, percebi que o lugar pouco importava.
 

Tão parecida com a menina dos sonhos improváveis, é a que vê raiar o hoje de maneira tão simples, porque o simples também alimenta sua alma, embora muitas vezes não esteja tão claro e caixa alta. Mas ela está lá, esperando ainda, um aviso do céu que só tem perto de casa, ainda que seja capaz de contar estrelas nos diversos ângulos do céu.
 

O vento cortante queria dizer o que eu já sabia, então eu corri e fui o mais rápido que pude, sentindo o respirar ofegante, quase sôfrego - o desejo do engano.
 

Sinto como se a mesma garota que habita o meu eu já soubesse que ao fim de tudo isso, ela estaria sentada com os olhos mirando o mesmo lugar. Com uma certeza sem noção do que fez, não fez ou poderia ter feito durante todo aquele tempo, entre a felicidade desmesurada e a dúvida se ela existiu.
 

Quanto ao acolhimento quase perfeito, a sintonia inegável, a sedução implícita e explícita por toda parte, em cada parte... a moment - é apenas uma parte.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Trânsito astrológico do dia

Nome: Thaís de Miranda
Data de Nascimento: 23/11/1983

Ascendente: Capricórnio
Lua: Câncer
Elemento: Fogo

Polaridade: Positivo
Qualidade: Mutável

Período do Trânsito: Início: 18/06/2008 Fim: 20/06/2008

Resumo:
O relacionamento com as pessoas pode ser bastante confuso durante esse trânsito. Nossas energias estão em baixa e receamos nos expor, o que poderia levar a um comportamento dissimulado. Os outros também podem querer nos enganar.
Outra possibilidade é a de nos rendermos para o outro, cedermos em posições que deveríamos sustentar. Melhor seria deixar qualquer confronto para depois.
O que de melhor poderia acontecer sob essa influência seria vivenciar um relacionamento com profundidade de sentimentos e grandeza espiritual.
(...)
Às vezes, as coisas se encaixam tão perfeitamente, que acreditar nelas torna-se inevitável.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Um sonho de e-mail

"Thatá, eu tive um sonho muito metafísico contigo esses dias.

Era como se eu fosse alguma espécie de ser onisciente, pois eu te observava e via que vc estava dormindo, mas podia ver o "conteúdo" dos seus sonhos. E nele vc sonhava com um cara perfeito para a sua vida e essa pessoa ao mesmo tempo sonhava contigo e vcs combinavam de se encontrar em uma parte do mundo, mas se perderam um do outro. A parte louca da história é que vcs tinham plena consciência de que estavam sonhando e que um só existia no sonho do outro, mas lutavam para não acordar o outro na vida real, de modo que mesmo por um breve instante, vcs estariam conectados... Sei que no final o cara falava para vc não se preocupar, que ele iria te achar, ele falava pra vc continuar sonhando até que ele te encontrasse e vcs ficassem juntos."

Eu gosto infinitamente do remetente.
*Indispensável. Vai ter que me aturar! =p

quinta-feira, 12 de junho de 2008

quarta-feira, 11 de junho de 2008

O pesadelo de Cinders!

Sensacional! Quando vi a foto no 'Daily Mail' não tive como dar boas gargalhadas... Uma porquinha de botas!!! Sabe por quê? O animal tem medo da lama!!! Sensacional!
A fobia de Cinders - nome tirado da personagem Cinderela, que usava confortáveis sapatinhos de cristal - foi descoberta pelos donos da porquinha, os fazendeiros Debbie e Andrew Keeble, da região inglesa de North Yorkshire. Cinders entrava em pânico sempre que a aproximavam da lama...
Para resolver o problema, o casal tirou as botas de um ursinho de pelúcia da filha. Como Cinders se adaptou bem, Debbie e Andrew compraram outro brinquedo para calçar a porquinha totalmente. Bingo! Cinders agora pode passear sem medo pelo lamaçal da fazenda! Sensacional!!!
Uma fábula em pleno século XXI...
Recebi e-mail hoje. Não resisti. Muito fofo! hahaha =)


terça-feira, 10 de junho de 2008

Fragmentos

Braços abertos.
Sem distância para o abraço.
Falha de personalidade.
Sentimento em excesso.
-Exceção-
Do ontem quando odiei a distância, o tempo, a velocidade da luz.
De hoje quando implorei pra que ficasse.
Vai e vem, vem e vai, no mesmo vento.
(ainda que o tempo não seja o mesmo)
Acho que hoje, só hoje, eu gosto da distância.
Da saudade, eu não sei se gosto muito não!
Mas acho bom não ter que conviver, às vezes.
Conviver – ver – viver. Sabe como é?
Às vezes, um dia, quem sabe, talvez.
-incertezas-

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Devagar e sempre!

Por várias vezes eu me senti retraída por situações que eu sequer sabia que seriam; eu sempre gostei de prever.
 

Desejei o que não podia e ofereci o que não foi bem recebido. Jurei não voltar atrás e chorei por querer voltar. Prometi não insistir e em cinco minutos achei que devesse ser mais maleável. Ansiei muito pelo sorriso e me dava por satisfeita com o entreaberto da boca, ainda que não fosse pra mim. E se o olhar não fosse só dos meus olhos, eu já estaria contente por poder contemplá-los...
 

Não há nada de novo, as regras sempre foram as mesmas e o erro de sempre foi sorrir, concordar e discurssar sobre a filosofia do coração doído. É fácil professar crenças e ideologias, se achar o modelo de conduta quando se vê raiar o sol e nada sai de uma teoria mal elaborada.
 

Sabe que eu acho feio essa coisa de trapaça, mas o pior mesmo, é quando se auto trapaceia. Talvez por isso ser hipócrita seja o caminho infinitamente mais perto que o da coerência, e ele, definitivamente dá menos trabalho.
 

Escolhas devem ser feitas, preços devem ser pagos e atitudes tomadas. Gosto muito de saber que todos erram e que não sou a única que faz 'cagada' nesse mundo tão pequeno. Entretanto, a disposição que se tem pra consertar, minimiza a boa vontade do outro compreender. E aí é evidente que o tempo vai passando e a gente acaba por definir pessoas e ações. Mas o que eu acho mais engraçado de tudo isso, é que se arrepender e voltar atrás, não apaga o que já nos tornamos com as atitudes já tomadas.
 

Se o hoje fosse ontem, talvez eu pedisse para esperar e seria bem vindo na minha ansiedade. E mesmo que me quisesse embaixo de mangas, eu diria sim e seria bem vindo no meu masoquismo feminino nada original. Mas, uma hora cansa. Cansa contentar-se com o pouco e achar demais. Um hora as pessoas também cansam. E a despeito do que muita gente desavisada pensa, amor e cansaço são compatíveis. Em seu sentido mais amplo possível.
 

Por isso acho que vale a pena se esforçar para ser merecedor do amor de pai, de filho, de namorado, de amigo ou de quem quer que seja... Porque até amar cansa, principalmente no vácuo, em sede saciada a conta-gotas.

Amor nem sempre é para sempre, o que é pra sempre, é a saudade.
 

Conte essa como uma 'desculpa' para não me ver arrastada em possibilidades. 

Eu opto por ir tão e tranqulilamente de escada, e não mais ir afoita ao topo, lá longe, até a altura na qual você me dá asas.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Estalo

Não era nenhum tipo de meta-momento, mas ela ansiava por vivê-lo e conseguia gozar da instabilidade que o não saber lhe proporcionava. No fundo, ela sabia que sobreviveria àquele momento e a tantos outros que estariam por vir, mas gostaria de colocar em prática o aproveitar da singularidade de cada instante.


O latejar do corpo sempre quis dizer alguma coisa e, talvez fosse nesse momento que sentia impregnar o amanhã já carimbado. Lugar onde se viu cicatrizar, distante ou perto, além do tremor da pele. Contudo, estampado no passado, na memória, nas lembranças tão acessíveis, porque ainda que o tempo parasse, não rasgaria o ontem, o pedaço, e até a convicção do hoje.


Ela sabia que no cantinho sobreviveria ao menos uma parte do que fez sorrir, do que fez viver, do que faz mulher. E com toda vontade andou em seus passos curtos, mas depressa quando julgou necessário, e tão consciente de que a felicidade não sai do lugar, de modo que já não sentia medo do repouso, das mãos atadas, da vontade estagnada.
Mesmo se pudesse se servir do mesmo gole, assim faria para sentir o mesmo murmúrio fresco de uma noite que poderia ser qualquer se ela quisesse, quando menos escolhia para fazer parte dos momentos 'negritados' de sua vida.


Então ela não quis espalhar os ruídos pelos quatro cantos do quarto, entretanto abriu a janela pra ver a imensidão entrar. Tão logo, se entregou pra imensidão.


Ela olhou pro infinito do querer, do alcance imprevisível e do vazio sem por que. Calculou quanto tempo restava para mais alguns abraços, para o afago que vento sopraria sem prever, a alegria do saber, a incógnita do não querer. Esboçou um sorriso enigmático e se fez perguntas sem se preocupar com as respostas, certa de que nem sempre precisa delas.


Fechou os olhos, compartilhou de um emaranhado de sonhos e resistiu a uma infinidade de vozes que não fosse à do coração, porque ele bate ritmado e talvez pudesse lhe restar apenas algumas horas.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Sobre alguns passos

Mesmo que eu tentasse prever, eu jamais saberia. Mesmo que o contrário persistisse no meu contar o tempo, nenhum ponteiro diria que seria justamente ali.
 

E ainda que o calendário me revelasse com um círculo urgente sobre o acolhimento quase imbecil, eu sei que resistiria e escolheria o esquecimento momentâneo. Porque de fato, eu nunca esqueço.
 

Na verdade eu sinto que a minha própria vida em sua estratégia contra mim mesma planejou vagamente o caminhar do meu lado atado, incapaz e covarde. E até penso que pode não ser tão ruim pensar nisso, afinal, sempre tive certeza do lado que se joga, mesmo muitas vezes com medo de ser feliz. E não consigo, nem sei se quero adivinhar quantos lados a vida tem no meu perder de contas...
 

Sem me importar com a próxima madrugada ou com o bom dia triunfante do meu amarelo favorito, esqueci dos passos curtos, mas rápidos. Os passos que vi se estranhar algum tempo antes, sob as mesmas pernas saltitantes, presenciando o revezar junto aos poucos passos de quem sei, embora o meu saber, seja o que nunca sabe ao certo.
 

Não sorrir quando não sei o que fazer, é sinônino do meu auto riso depois, mesmo que permaneça intacta a embriaguês de emoção alternada, meio descontrolada, seguida dos monólogos silenciosos que quase têm hora marcada nos meus dias.
 

É como se eu soubesse que esses pés vão sempre pertencer a uma menina tola, às vezes patética, desastrada, que se embaraça com pouco, embora o pouco pra ela seja muito.



Contudo, eu adoro ser eu. *em cores, ou não! =]

quarta-feira, 21 de maio de 2008

SP, 21/05/08 - O dia está...

Sobe outlook! Good morning!
Uma mensagem perguntando se dormi bem.
Um bem casado de presente em cima da minha mesa.
Amigos que dão risada das minhas graças sem graça!
Códigos sortidos pelo telefone em solidariedade!
Bilhetinhos.
Respostinhas.
E-mail exclusivo.
Segredinhos.
Sol, sol, sol.
Dia lindo!

E ainda é quarta com cara de sexta! :)

terça-feira, 20 de maio de 2008

Pausa constante

Eu adoro andar pelo contrário, mas juro que é inconsciente.
Aí eu me atiro, me jogo em voltas que parecem não ter fim.
(até ficar bem tonta! bem mais!)
E não é difícil me perder no meio do caminho...

(eu sempre me perco)
Faria até um drama se soubesse o final, mas não sei de nada.
Gosto mesmo do original, o rascunho me soa muito ‘demodê’!
Além disso, gosto dessa sensação de que não quero esquecer.
Acho ótimo pensar que daqui a pouco eu vou voltar nos minutos de ontem.

E tic tac passa a hora.
E tic tac passa o tempo.
Logo, mais uma vez, todos os pensamentos se voltam pra mim.


Agora, Thaís sua brega, desce e volte ao trabalho! =p

segunda-feira, 19 de maio de 2008

In


A gente merece um pouco de romantismo e ele faz falta nesse mundo caótico...


Agora só falta chocolate quente (a modernidade congela qualquer ambiente meu senhor!)


Pronta para gozar da minha instabilidade feminina.



Nostálgica e irresoluta.
(ninguém me aguenta!)

sexta-feira, 16 de maio de 2008

O preferido!

E eu não contei dos meus braços incrédulos enroscados,
surgindo além do sorriso e depois da escuridão!


Uma caixinha de surpresas (ou mais)
Um monte de pequenos gestos...

Acho que posso ser movida por coisas muito simples...



Ah, eu adoro não ter que explicar nada! =]
"Aquele abraço"!

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Mundinho paralelo!

Às vezes, eu tenho medo de mim mesma e das minhas variáveis por minuto .
Ou da minha cabeça de vento. Ou dos meus pensamentos insanos. Ou da quantidade de ou 's que impregna.
Não sei se gosto do medo disfarçado, mas gosto do medo de que tudo possa ser só mais um pouco do que não foi.
Gosto do coração aos saltos porque se fica quieto, eu penso que queria mais.
O corpo avulso da falta e da saudade é ruim, mas ao mesmo tempo é bom.
E acho que também gosto dessa sensação de não saber o que fazer por não consiguir sequer mover o corpo do lugar.
O cheiro da pele me traz uma certa embriaguez mansa e eu considero algo bem parecido com o que chamo de paz.
E isso me move pra um mundo paralelo de onde não quero ser resgatada nunca mais!

Não me chama porque não vou descer! lá lá lá lá lá!



quarta-feira, 14 de maio de 2008

Em: cantos!

O que algumas pessoas não vêem, talvez seja o que há de mais encantador nas minhas reticências e nos meus medos. Nos anseios disfarçados ou no sorriso implícito ou negado. Na admissão dos atos extremos e no alto teor de intensidade que vasa por todos os lados. É bem ali que se esconde a cumplicidade e o meu desamparo, o meu absolutismo e até meu afago. É onde perpetua segredos, pecados dolosos, ventania e trovões, estalar de dedos, o desejo glorioso ou vergonhoso. Há de continuar sendo requinte, mentiras confessadas, convite subentendido, inseguranças fracionadas, palavras suspeitas e vício talvez inofensivo. Para sempre a mesma essência, a linha reta e contramão, receio, culpa dividida, verbo compartilhado. A saltitante de segunda de manhã, do amanhã de sonhos, vontade desenfreada, eco de algum grito, sede quase nunca saciada, reflexo no espelho, ângulo que quero preciso. Ainda que seja o encanto da pequena, eu serei a desproporcional teimosa que carrega o que não cabe no coração porque sinto sempre que posso dar conta. A paciência que cansa, cisma do talvez e nunca, entrelinhas, alívio momentâneo, vontade de desvendar e dividir encantos.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Não sei por que!

Eu também não sei por que, mas às vezes, eu queria banir completamente todos eles.

Não me lembro quando exatamente peguei cisma, mas lembro-me bem que em uma aula de inglês, há alguns anos, questionei sobre to, at, in the e congêneres e a professora me disse: Thaís, sem por quês! São regras. E eu acho que a partir dali, descobri que também não gosto de um tanto de regras.


Falando bem a verdade, eu não sei mais que nome tem e menos ainda a cor que se apossa sobre as coisas. Acaba por ultrapassar o tempo, a velocidade, reflete, embaça os olhos, engasga a fala. Mas ao mesmo tempo diz tudo de uma única vez, e todas as perguntas, aquelas infindáveis e muitas vezes sem razão alguma de ser, causa constrangimento em mim mesma diante de argumentos isentos de porque. Até porque, talvez nada tenha que ser explicado.


Eu sei que não sabe o porquê e menos ainda se ele existe, afinal, ele pode estar só na minha cabeça prestes a explodir de tanta informação ou falta de. Mas a intuição feminina na maior parte mulher de mim diz saber e eu não sei se gosto, mas quero acreditar nisso. E embora eu não saiba, eu sei.

Sei também que segue dentro de todas as palpitações cegas e até nas que vêem além. Caminha cegamente, surda, sem espera e indiferente do que eu quero que seja, porque eu já não sei decidir mais nada e sinto como se as minhas mãos estivessem atadas. É lá dentro que está a tal intuição insone e palpável que faz sentir olhos abertos no escuro do quarto, momento em que os meus não se atrevem a abrir porque sabe que estão famintos dos seus.


Continua o círculo que me tapa os olhos e os ouvidos.


Nos pequenos momentos de desespero eu abrevio e não interrogo, a não ser pelos não raros instantes em que a certeza da insuficiência e da acidez embalam 'soquinhos' no estômago e tento enxergar a todo custo e em qualquer canto do meu existir, uma resposta que não abra diante de mim um enorme abismo.


Tenho dúvidas se isso pode cravar surtos de porque no seu escuro e se alguma parte do alguém se faz ninho repleto de alguma falta, que é em mim ausência certa e implacável.


De fato não sei a palavra, a frase, o código e não vou patentear o que já vi ou ouvi pelas beiradas, porque dessa vez eu sei que é inaudível e nada vai me parecer certo.


E o porquê quero que tudo soe como abre-te-sésamo, pode ser apenas uma vontade irrefreável do que eu não posso dizer, por que de novo, eu não sei.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Prova de Amor!

Ninguém mais vai dizer: vou te tirar da minha vida!
Vai deletar do orkut!

Eu realmente me divirto com esse mundo pós moderno! hahaha



Desejos


Desejo a você
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não Ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu...


CARLOS DRUMMOND

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Me derruba ou me jogo?!

— E você, por que desvia o olhar?
(Porque eu tenho medo de altura. Tenho medo de cair para dentro de você. Há nos seus olhos castanhos certos desenhos que me lembram montanhas, cordilheiras vistas do alto, em miniatura. Então, eu desvio os meus olhos para amarra-los em qualquer pedra no chão e me salvar do amor. Mas, hoje, não encontraram pedra. Encontraram flor. E eu me agarrei às pétalas o mais que pude, sem sequer perceber que estava plantada num desses abismos, dentro dos seus olhos.)
— Ah. Porque eu sou tímida.

Rita Apoena

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Sessão da tarde

Apesar de esquisito, ainda me parece bom não saber qual adjetivo usar e a certeza nunca absoluta do próximo passo. Mas continuo sendo capaz de dizer tudo sobre mim sem pronunciar uma palavra sequer, me fazendo ler mesmo que nas entrelinhas, sem peso ou constrangimento da humanidade que nos aproxima. Porque ela sempre se aproxima.
Sobre as feridas eu não sei mais e, por falar em cicatrizes elas acabaram tornando-se vestígios do ontem, prontas para fazer parte de uma história qualquer e que eu sei, ainda ei de contar, afinal, eu adoro uma lenda e o platônico.

O medo da responsabilidade que se opunha por conhecer sobre tais fragilidades, endereço e as voltas pelo lado de lá, já não sabe se faz parte de mim ou de um arquivo jpg., talvez já inexistente. Arquivos são tão fáceis de ser destruídos não é mesmo?! Mas eu sou gente, e agora eu não só quero o inteiro, como também não aceito a metade. Quero, e sem me preocupar com o que se perdeu pelos cantos afora , porque tantas vezes o perdido não merece ser encontrado.


Me embaça os olhos, e me pergunto se minha clareza não te cegou. Porque eu na verdade, sempre desejei que ali pousasse a luminosidade como se as minhas vontades não fossem determinar aquilo que amanhã talvez não poderá mais ser. E isso faz com que inflame aquela ânsia estranha latejante que me resgata do resto do mundo , capaz de fazer transitar dores ou prazeres noturnos durante um dia inteiro sem um minuto de recuo.

Há um momento em que eu temo que minha participação seja como de praxe, desde que tive noção da minha existência baseada em vôo que tem hora marcada para a queda e que vou me esfacelar mais uma vez. E eu sei que como sempre, vou juntar os pedaços e jurar auto preservação. Contudo, certa de que quando estiver inteira novamente, vou cheia de vontade dar de ombros com o mundo.
Às vezes é como se a minha vida me espiasse do lado de fora, com uma cara enigmática de quem sabe o que está por vir e o que deveria ser feito, e se regozija com a minha ignorância enrustida . Ainda consigo me pegar pensando se o meu cronograma insano vai ou não ter alguma coisa a ver com a maneira exata para sentir o meu corpo pisoteado de decepção ou de felicidade.

Monólogo silencioso...

Não vou falar sobre a falta e saudade ou qualquer tipo de distância.
Não vou contar sobre algum aperto no peito ou alguma ânsia.
Não vou dizer o que rouba o sono ou o que faz dormir melhor.
Não vou decifrar pensamentos, não quero idéias brilhantes.
Nada disso!
E nada de vocabulário.
Nada de sentimento sem nome.
Nada do que não tem explicação.
Porque no fim das contas tudo que desvendava muito, não quer dizer absolutamente nada.
E está tudo perfeito como está!

terça-feira, 6 de maio de 2008

Infinito de nós dois

Meu poeta eu hoje estou contente
Todo mundo de repente ficou lindo
Ficou lindo
Eu hoje estou me rindo
Nem eu mesma sei de que
Porque eu recebi
Uma cartinhazinha de você
Se você quer ser minha namorada
Ai que linda namorada
Você poderia ser
Se quiser ser somente minha
Exatamente essa coisinha
Essa coisa toda minha
Que ninguém mais pode ser
Você tem que me fazer
Um juramento
De só ter um pensamento
Ser só minha até morrer
E também de não perder esse jeitinho
De falar devagarinho
Essas histórias de você
E de repente me fazer muito carinho
E chorar bem de mansinho
Sem ninguém saber porque

E se mais do que minha namorada
Você quer ser minha amada
Minha amada, mas amada pra valer
Aquela amada pelo amor predestinada
Sem a qual a vida ‚ nada
Sem a qual se quer morrer
Você tem que vir comigo
Em meu caminho
E talvez o meu caminho
Seja triste pra você
Os seus olhos tem que ser só dos meus olhos
E os seus braços o meu ninho
No silêncio de depois
E você tem de ser a estrela derradeira
Minha amiga e companheira
No infinito de nós dois

Vinícius de Moraes

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Colecionando sonhos

O tempo sempre disse sobre o sorriso escandaloso, nada ponderado e sem explicação. Da menina rodopiando pelas frestas do dia, poetizando palavras e sonhando com o mundo bem maior que uma laranja. Não poder pegar o mundo com as mãos talvez tenha sido uma das primeiras decepções e certamente tenha culpado a aula de ciências.
O desejo de abraçar tudo em uma fração de segundo era bonito, mas a surpresa de sentir algo que suspeitava ser tão perfeito tornava mais afável o tempo e ele só. E fazia do só, mais alguns, enquanto deslumbrava a multiplicação das horas junto com o que não caberia em uma caixa qualquer, mas que se alojava dentro do peito.
O chão de terra libertou sorrisos e nunca quis disfarçar lágrimas. Sorrisos do outro e com o outro, mas muito mais da própria história, porque sobretudo, sempre soube rir de si mesma com vontade e sem medo. Os choros mais secretos, os contidos ou os das histórias que o mar sempre levou ou que a fada do sono fez dormir, contudo, tantas vezes não conseguiu fazer esquecer.
A mesma menina que embora quisesse ser corajosa e cheia de força, sempre deixou que vissem suas feridas e contou sobre suas fragilidades. Aquela das vontades do tempo estancado, da distância bem menor, da cabeça de vento, das mãos trêmulas que emaranhava os cabelos.
Ela hoje tem tantas histórias e consegue contá-las com grandeza os fatos porque têm certeza de que absolutamente todos eles a tornam uma pessoa cada vez mais próxima do que espera um dia ser. Com a mesma avidez nos olhos, inventando memórias e colecionando sonhos.


A mesma da alegria simples e cômoda,
que vê morar nos seus olhos todos os sonhos do mundo.
Igual ou quase, apenas com uns (poucos) centímetros a mais!

terça-feira, 29 de abril de 2008

Mais ou menos isso!

E que olhe sempre nos meus olhos.
É sempre melhor dizer do que calar.
Muito melhor o não, que o talvez.
Mas promete dizer só a verdade?
Sorria e concorde!
Odeio fingir simpatia e dizem que deforma o rosto!
Mas educação a gente aprendeu e até gosta.
Respeito então, nem se fala! Obrigada.
Não posso beber um gole a mais.
Mais feliz!
Adoro comer e amo sorvete!
Tenho medo de engordar e me recuso comprar o número maior.
Dancei boa parte da minha vida.
Ainda danço limpando o quarto e faço pose na frente do espelho.
Era uma professora exigente e perfeccionista desde sempre.
Adoro um escurinho. Do cinema ou não.
“No escurinho do cinema...” – eu sou cantante!
Sou craque em desenterrar músicas.
Sempre fui boa aluna, sentava na frente, pra alguns era nerd...
Mas no pré e na 1ª série eu chorava pra não ir.
Eu quero muito um cachorro mesmo sabendo que minha mãe me mataria.
Meu grau máximo de bichinho de estimação foi pássaro e peixe!
A faculdade me consumia mas me trouxe amigos para sempre, amém.
Embora reclamasse do stress da faculdade, eu senti falta dela.
Mas não foi por isso que resolvi fazer outra e não sou masoquista!
Eu adoro minhas pintinhas e acho meu pé feio.
- ele é pequeno e gordinho, parece de elefante! -
Amo minha família, meus amigos e faço tudo por eles.
Eu só descubro que não é amigo quando me derrubam do 10º andar.
Geralmente tem que me provar mais de uma vez que não vale a pena, pra eu desistir.
Amo mar, amo praia, amo sol.
Amo a noite, a lua e as estrelas.
- simplicidade -
Acho muito feio palavrão. Mas, às vezes, solto alguns.
Sou estressada, brava e tenho chilique médio ponderado! hahaha
Mas ninguém se assusta ou morre de medo de 1,58...
Tenho ataque de sinceridade e crise de 5 minutos.
Amo flores. Adoro o colorido delas...
Adoro os presentes, mas prefiro as cartas, bilhetinhos e os cartões.
Prefiro ainda quando não são virtuais!
Prezo a criatividade dos presentes, embora nem sempre eu tenha.
Gosto de gente inteligente e não tenho paciência com adolescente.
Na verdade, eu não tenho paciência!
Gosto de quem me surpreende e quando me deixa sem respostas.
Adoro ler livros e leio dicionário.
Amo conversar com crianças e vó(ô)s. Altos papos!
Sou apaixonada por festa de criança e até brinco de lutinha! hahaha
Ah não contei dos meus três filhos, né?
Adoro balões e bexigas! É fofo e pode ser romântico!
Isso não quer dizer que eu gostaria de ser presenteada com carro de som!
Amo a Bahia, o tempero de lá e a alegria daquele povo!
Amo fotos e poses toscas. Guarde uma foto para eternidade e seja feliz!
Já levei aquele belo pé na bunda e sobrevivi mais de uma vez.
Bolo então nem se fala! Thaís kit festa!
Amo comunicação e acho péssimo quem não sabe se comunicar em suas diversas formas.
Embora tenha feito comunicação, adoraria ter feito algo na área da saúde...
Já me imaginei pediatra.
Acredito absolutamente no amor.
Acredito no amor.
- de novo -
Acredito sempre.
Acredito demais.
Me iludo demais e quero sempre mais.
- intensidade -
Troco os pés pelas mãos, eu me envolvo.
Sou exagerada e indecisa.
- sagitariana -
- fogo -
Tenho medo de não encontrar quem dividir o resto dos meus dias.
Tenho medo dessa pessoa também não me encontrar...
Tenho medo da solidão e não sei lidar com a rejeição.
Odeio quando esquecem meu aniversário.
Odeio quando lembram e não dão a mínima pra isso.
Sou interessada e tenho vontades do nada.
Acho injusto, choro e não entendo por que.
Tenho crise de riso e também não sei por que!
Às vezes tudo que eu queria era banir os ‘por quês’...
Preciso aprender racionalizar mais.
Sofro por coisas aparentemente tolas.
Eu dou tudo de mim...
Dou a cara pra bater.
Anseio pela felicidade plena.
Não gosto dos resquícios...
Sou louca por chocolate!
Adoro um brilho...
Sou desligada.
Sou sensível.
Sou frágil.
Sou chorona.
Sou careta.
Sou apenas uma na multidão,
mas não sou igual a nenhum deles.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Take iiiiiiiiit!!!

Oh, come on, come on, come on, come on!
Didn't I make you feel like you were the only man
—yeah!
Didn't I give you nearly everything that a woman possibly can?
Honey, you know I did!
And each time I tell myself that I, well I think I've had enough,
But I'm gonna show you, baby, that a woman can be tough.
I want you to come on, come on, come on, come on and take it,
Take iiiiiiiiiiit!
Take another little piece of my heart now, baby!
Oh, oh, break it!
Break another little bit of my heart now, darling,
yeah, yeah, yeah!
Oh, oh, have a!
Have another little piece of my heart now, baby,
You know you got it if it makes you feel goooood!




Adoro Janis Joplin cantando!
Bemmm lesada, com aquela voz largada e aquela dancinha linnnda e bem intimista! hahaha
Eu sou cantante... e hoje tô variando de Janis pra Cazuza como num passe de mágica!
Enfim, adoro antiguidades! hahaha

domingo, 27 de abril de 2008

Me diz!

Vamos lá! Me diz!
Me diz que essa falta, que esse vazio, tem lógica, faz sentido
Venha aqui e me diga que nem tudo está errado, que nem tudo está perdido
Diz pra mim se já é tarde e me faz acreditar que uma hora vai ter fim
Me faz ver que o vazio é só um escuro, que não existe razão, diz pra mim!
Vem pra me dizer que esse silêncio pode atormentar mas que vai me proteger
Me diz que essa distância não basta e que definitivamente quer me ver
Diz que internet confunde a gente e não diz nada do que a gente quer dizer
Diz logo que também sente falta, que detesta distância e os meus braços vão além
Não minta que a vontade é menor que o tempo, nem p'ras minhas palavras diga amém
Só me diz com um brilho no olhar... Vai, e diz sem medo de errar
E se minha voz sair branda e não puder entender, me abrace e não pergunte porque
Me diga sóbrio, sem vaidade, me faz calar
Diz pra eu dormir tranquila, que logo você vai chegar
Que espera ansioso pra me ver, pra ver o dia clarear
Diga que não vê a hora do beijo, que quer me beijar.




sexta-feira, 25 de abril de 2008

Não sai...



"teus sinais me confundem da cabeça aos pés, mas por dentro eu te devoro...
teu olhar não me diz exato quem tu és, mesmo assim eu te devoro..."
-
pra confirmar Lulu vem me dizer nessa manhã tão... tão bela!
"eu acho tão bonito isso, de ser abstrato baby..."

às vezes eu sou tão paradoxal...
"porque seus olhos conseguem ver estrelas por todos os lados..."

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Um tanto de tanta coisa

Por uma fração de segundo nada consegue substituir palavras e em seguida eu tenho a certeza do monólogo silencioso presente e invicto que sobressai pelas frestas do meu dia, alimentando o prazer do sorriso até nas minhas piadas mais infames.
 

Do amanhã como eu nunca sei e acho que peguei o gosto por não saber, só espero o aprendizado e crescimento que o tempo se encarrega de trazer, mesmo que seja com as formas mais toscas e até incrédulas, afinal, no fundo de qualquer baú sempre tem uma teiazinha de aranha.
 

E aí eu não sei explicar o porquê, mas gostaria que faltasse menos tempo pra gozar melhor da minha instabilidade sem nenhum momento de recuo. Mas acho que só por hoje!
 

Percebo o quanto é engraçado a percepção da mudança, principalmente a palpável. O avesso que vejo diante do espelho, diante dos murmúrios, das palavras, mas principalmente das ações e do suor das mãos dadas, quando menos entrelaçadas.
 

Aquilo de ontem e de hoje não mais.
-o além da conta, o além do mais...-
 

Hoje eu nem consegui me cansar e só fugi pro típico lugar que me permitiu o que eu não sei nomear, mas que traz paz e um pouco de ordem pra essa cabeça de vento, mesmo sendo a ordem mais desordenada que já vi!
 

Não que eu saiba explicar, porque eu não sei, mas de tão cheio quase explode de tudo e não só de expectativa tão boa e certa de mim. O mesmo 'mim' que saltita pelos cantos, que tem um acordo com explosivos e que acha ótima a sensação e energia no corpo gerada pelo sonho, pelo desejo e pela vontade, sabe?! Ainda que seja as certezas incertas de amanhã.
 

E de tantas coisas, além dos segredos que já não cabem dentro do peito, têm a escolha de tamanho que eu sempre peço inteiro, o maior e talvez bis.
 

Ando até apreciando esse negócio de contemplar reposição ou simplesmente não repor nada quando é dispensável, voando com quantas asas eu tiver, certa de que voando dá pra chegar até o infinito e se não tiver asas, consigo ainda assim padecer no paraíso...
 

Nem precisa dizer que o meu sorriso pode ser reflexo do seu e não pergunte se estou chegando porque é surpresa!
E pra repetir a sinopse, amanhã vou estar carregando mais ou menos 987654909 horas de saudade no bolso!
[Alguns suspiros, meia dúzia de reticências e vírgulas!]


terça-feira, 22 de abril de 2008

Post mínimo do máximo

Alegria, vigia
raiou o dia
pôr de ansiedade
infinito e felicidade.
Quando bem cheio,
vazio de nada e meio
ventania de sorriso
falta de ar!

domingo, 20 de abril de 2008

Quando o príncipe vira sapo, jacaré e ogro...


Todos nós sabemos que isso é o que mais acontece na face da terra. Dizem até que quando a esmola é demais, o santo desconfia. Desconfie sempre.
Tem gente que parece até agenda eletrônica. Liga pra acordar, tomar remédio, dizer coisas inúteis. Nem tanto ao céu, nem tanto ao mar. Não venha em uma semana querer outorgar um título de propriedade. O excesso sem disfarce de sutileza irrita.
Não considero namoro uma palavra macabra, mas o outro lado da indecência masculina vista nesses últimos tempos é assustadora. Ora me senti homem, outras senti que beijei uma mulherzinha. E pior que qualquer tipo de crise, minha vergonha alheia disparada foi no pedido de exclusão do orkut e congêneres.
Sempre ouvi dizer que homem tem pavor de mulher afoita. Parece até que tem medo que a cidadã se transforme numa dominadora, criatura sádica que vai arrastar a presa, fazer enxoval, comprar alianças e apresentar pra parentada! Não vai. A menos que seja uma psicopata. Muito mais pata que psico.
E isso existe na raça do sexo masculino. Falo com conhecimento de causa.
No primeiro instante se parece que encontrou o próprio príncipe no cavalo branco de tanta gentileza. Você consegue até digerir o fato dele ter um mau gosto pra N coisas ou algo do tipo. Ele quer provar a todo momento o quanto você é especial, o quanto a ama e consegue inclusive te fazer pensar que dessa vez você encontrou a azeitona da sua empada.
Em uma era onde as pessoas (a maioria) têm medo de assumir sentimentos, isso tudo parece uma graça.
Mas como num passe de mágica, PLIM! (não é mágica, você simplesmente acordou).
É possível ver a péssima combinação de cores existentes em um corpo só, o cabelo ou a falta dele, o tamanho – pequeno demais ou largo demais, e, se você não tiver um pingo de sorte vai descobrir as duas coisas, a delicadeza grudenta, o jeito de falar irritante, a passividade, a falta de masculinidade, a falsidade, a maneira como é influenciável.
Pra ajudar bastante, carrega a tira colo um melhor amigo. E aí, finalmente você constata que a relação nunca seria a dois, sempre a três.
Obviamente você não quer nada, mas se submete ser amiga, afinal de contas a sua terapeuta disse que você é a cada dia uma mulher mais evoluída, capaz de compreender até o incompreensível, e você faz o exercício do canaliza e abstrai.
Passe de mágica NEW NUMBER. (a gente perde a conta...)
Uma relação kinder ovo. Sempre aparece uma surpresa diferente. A cada dia você descobre uma podridão maior.
Mentiras que você imaginou que eram única e exclusivamente pra te proteger - mesmo você sendo grandinha e sabendo se proteger sozinha, eram mentiras mesmo – de graça e das gordas.
Aí se percebe que nada mais é tão legal assim e que ser amigo exige mais paciência do que se imaginava.
Não que eu esteja cada vez mais insuportável, até acho que contar tudo pro melhor amigo é legal, mas peloamordedeus, a menos que o amigo não seja fofoqueiro. Porque convenhamos, não é legal se ver exposta numa mesa de bar.
Encaminhar conversa de msn é o cúmulo de hormônio feminino na pessoa errada, mas ter que mandar para o best pra ajudar na interpretação do texto, já é um Deus nos acuda!
Porque você ter dito NÃO, com todas as letras e em alto e bom som, não foi suficiente. Nunca é. Principalmente quando a pessoa não sabe perder.
Imagine a cena: O cidadão em questão contando vantagem para os amigos em prosa e verso da virilidade invejável da qual é feliz portador, ou está insinuando, dizendo com todas as letras, o motivo de se deslocar de casa até uma balada e que faria, porque você deu indícios. Tão adulto né?! Lamentável. Um horror. E péssima interpretação de texto.
Nessa altura já é sapo faz tempo. Bem pior. Dá fobia. Dá nojo.
O dom que algumas pessoas têm de ser idiotas, me causa dores profundas no estômago. Chega a atacar a gastrite nervosa que instiga a vontade feroz de dar um soco em um ser desses até fazer virar gente!
As favas que me perdoe, mas mandei pra lá.
Não quero ver nem pintado de verde e amarelo em época de copa do mundo.
1) Delete
2) Lixeira
3) Esvaziar Lixeira
4) Abrir documento novo
Assim, pra finalizar bem adolescente no corpo de 30, superficial até a tampa e deslumbrado com um mundo pós-moderno que não beneficia quando falta cérebro e bom senso.
Tudo isso só serviu pra me deixar com dons artísticos aflorados e com a mesma vontade de reproduzir com realidade fiel o Guernica do Picasso, com personagens da minha vida cotidiana... Muito sangue e pedaços para todos os lados, coisa linda de ver...

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Era uma vez...

Eu nunca tive diário daqueles em que a maioria das meninas alimentava com palavras, desejos, vontades e embalagens de bombons. Mas descobri aos 16 anos que entre meus poemas, poesias, bilhetinhos e depois os contos, bastante censurado por mim inclusive, levavam alguns dos meus pedaços.
As palavras sempre tiveram muita importância na minha vida embora eu nunca gostasse delas soltas e por si só.
Há uns dias, quando decidi encerrar um fotolog criado por mim em 2004, consegui enxergar minha forma mais escancarada de desabafo. Me permiti ler cada linha do ontem e os comentários de tanta gente que não imagino quem seja, mas que naquele momento, eu deixei que invadisse meu castelo.
No fundo, eu queria mesmo era contar tudo. Revelar todos os meus sonhos e lembrar pelos cantos o que passou. Contar tudo o que eu pensava antes do sono ou o que não me deixava dormir.
Falha de personalidade ou não, sentir demais, ser completamente inteira e entregue ao que eu acredito, sempre foi minha especialidade. E eu acreditei demais.
Quase sempre disse tudo e joguei as minhas tranças. Tudo bem que muitas vezes de forma incógnita ou subjetiva, mas que um pouco de sensibilidade poderia desvendar. Falo do tudo que eu nunca esperei que se tornasse nada, principalmente quando me expressar, pudesse ser uma tentativa de esquecer um lado covarde, atado e incapaz.
Por algum tempo o meu castelo tinha todas as janelas fechadas e era restrito para visitação, ainda assim, me confortava trocar algumas dúzias de palavras com o papel, por vontade, sob pressão, ou simplesmente decidir que naquele momento eu não queria contar nada; só estrelas.
O tempo ensina mas como sempre vou continuar me virando do avesso, só que agora sem perder tantos grãos de mim, e, definitivamente certa de que esconder-se atrás de algo ou de alguém, não protege ninguém das dores do mundo.
Confesso que me sinto uma menina em forma de mulher ou vice-versa, mais evoluída, e tenho orgulho do que tenho me tornado, não só pra mim mesma, mas para todos aqueles que convivem comigo, embora a vida ainda tenha muito a me ensinar.
Tenho orgulho inclusive da transparência que me deixa exposta e que quer sempre todos os meus ângulos, por pior que seja.
Aprendi a fazer escolhas, e isso não quer dizer que tenha sido fácil.
Eu escolhi adentrar no meu castelo aqueles que não se consideram majestade. Escolhi partilhar a vida com quem sabe que ser majestade pode ser simples, mas que reinar não é.
Vou continuar do lado que nunca me atrevi sair e certa de que o espelho não é mágico, tão pouco reflete o que não existe, portanto, aquela voz do lado de lá, está mais perto do que imaginamos, porque está simples e claramente dentro de nós mesmos.
Hoje posso até compreender porque vários castelos desabaram como se fossem meros castelinhos de areia. Consigo ainda achar graça quando lembro das abóboras, da varinha de condão e do sapatinho que nas minhas histórias, não serviram.
No fim, eu quase nunca sou aquela de vestido rodado ou de bochecha vermelha como as pessoas vêem, contudo, em alguns minutos é possível desvendar quem eu sou...
Ainda reverencio quem bate na porta e se aproxima desarmado(a).
Eu te deixo entrar, lhe dou a palavra e te mostro o meu elo, mas certa de que somente eu, sou a dona do castelo.