terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O Amor pede passagem


Ainda que desdobrada de tanto cansaço, eu iria aos cinemas todos os dias se pudesse. Ou gostaria singelamente de um quarto de sonhos para cinéfilos.

O Filme de hoje parece bem amorzinho - O Amor pede passagem, mas juro, muito mais comédia, que romântica. Com exceção apenas de Lua, que está com o sentimentalismo aflorado e não segura a emoção!

É engraçado observar o esboço, o sorriso, o olhar, os ‘ahhh’, nos rostos de pessoas de diversas idades, jeitos, acompanhadas ou não. Por que cada tique-tique representa alguma coisa reprimida, embaraçada ou alojada em um lugar onde cada um delimita a distância.

Tenho a leve mania de me encontrar em algum canto do filme, ou vários cantos. Em cada canto uma constatação, um novo sorriso, um insight, uma inspiração, uma evolução.

Quando vem que vem, a gente assusta, paralisa, mas se apaixona. Por que a gente prefere os que não se acovardam para o sim, menos ainda para não. Por que particularmente, prefiro os que desejam sem medo ou vergonha, ou os que não querem, porque simplesmente não querem.
Mas alô, né?! Precisamos levantar daquela poltrona e guardar no íntimo que pode ser. O mundo é imenso e cheio de possibilidades. Ao invés de criar conceitos, temos que sar um let it go! na vida, como diz Karlota e os ensinamentos da Cabala.

Ninguém vive só de amor, infelizmente. Sonhos só também não alimentam.
E aí no último minuto do segundo tempo, a mocinha entendeu que regras são apenas regras e que nada é definitivo. Antes que o mocinho fosse ao seu reencontro, ela já estava certa de que poderia ter feito a melhor escolha antes. O jeito, o gosto, o gesto, o sorriso, a emoção, a surpresa, a expectativa... Ela só queria estar ao lado de quem a tratava da maneira como ela gostaria de ser...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Liga, desliga

Como explicar que você não é tão idiota quanto parece? Não é fácil. Você diz, simples e claramente. Desenha. Conjuga. Faz mímica.

Tem sempre um que se acha malandro, o mais esperto e que diz, que faz e que acontece. E daí? Tudo bem! Mas como explicar que você não se importa? Como dizer que não quer fazer parte do disse me disse?

Que falem, enganem e que desabafem – mesmo que não tenham assunto mais interessante que a minha vida, ou meu cabelo, ou minhas escolhas. Até porque, quando você não precisa, eis que surge o protetor dos que parecem idiotas demais para se defenderem sozinhos.

Aliás, é bom esclarecer que para certo tipo de coisa, não existe e não é necessário nenhum tipo de defesa - para fofoca é uma delas.
Os sentimentos são certezas apenas de você mesmo, as palavras podem mentir se quiser que elas mintam, o sorrisinho pode enganar se assim quiser que seja.

Tecla SAP, vá até a fonte, diga o pensa, argumente, exponha suas idéias, tenha personalidade e não seja covarde o bastante para viver de achômetro.
E lá vão eles: os bonzinhos. Vêm nos contar sobre os falsários que compartilham da vida com a gente, que falam horrores, que pensam coisas terríveis e inimagináveis sobre você. Mas eles garantem: Tudo, tudo é para o nosso bem e para poupar a beleza das futuras feiurinhas.
Agora eu pergunto: prevenção contra o que? Falou? Detalhou? Parabéns! Admiro pessoas criativas.

Nenhuma das maldades ou insanidades e até verdades ditas longe dos meus ouvidos, mas que fizeram questão que eu soubesse, me poupou de algum aborrecimento.
E aí eu fico bem pensando que depois que o circo acaba, ou melhor, pega fogo, todos os leões e os palhaços dando tapinhas na minha cabeça dando um risinho de ingenuidade, permaneceram nos seus devido, ou quase, lugares, enquanto os que tentaram ‘proteger’, não. Os bonzinhos sumiram.
Não importa o tamanho da ladainha. Existem ladainhas contadas por pessoas que simplesmente não importam.

Não dizem que tem amigos pra vida e que temos amigos de balada? Pois é. Concordo que algumas companhias são específicas.
Já não sei mais a parte de quem é bonzinho ou mauzinho.
É duro perceber que no fundo, você gostaria que aquelas pessoas que queriam seu bem e que te sufocou até fazer apenas parte do passado, estivessem por perto. Por que no fundo, mesmo que seja bem no fundo, a gente também quer acreditar que elas sejam aquilo que a gente sempre sonhou que elas fossem.

Ainda assim, eu acho que deve ser muito chato viver com o pisca alerta ligado.