terça-feira, 19 de agosto de 2008

Retórica

Eu não me importo com o seu jeito de andar, com a falta de silêncio ou com o que sobra de agonia. Mas é perceptível o que segue incontrolável nas frestas que também preenche o seu vazio - eu sei. Finjo que não me irrita as suas manias porque sou cheia delas e no mais, vejo em cada trejeito, o diferente que me cerca de vontade de não querer saber o que realmente pode ser o certo. Eu me perco nos detalhes, pelo simples fato de ter um potencial gigantesco para me perder em você. Assumo o peso, não sei quais são as medidas e não me desespero por não saber. Sinto calma destilada e olhares perdidos - cheios de vontade dos teus, com uma certeza dolorosa de que vão se dividir nos próximos quinze minutos. Ouço no silêncio, fecho os olhos para a minha própria promessa e penso na saudade desmedida. Eu digo não; querendo dizer sim, penso; não querendo pensar, imponho prazo e me perturba o limite. Vejo sorrisos embrulhados em papel de presente, engano a fraqueza e penso no feliz acaso que não pode ser chamado de destino, não porque seja forte demais, mas porque metaforicamente é incompreensível...

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