quinta-feira, 24 de julho de 2008

O Pote

O pote permanece aberto. Ali pousam moscas e já passaram piores espécies. Às vezes, quero o pote entreaberto, mas não adianta! Abro, fecho, abro, fecho, eu perco a tampa... Já foi amarelo, rosa, roxo, azul, mas vi muito vermelho ancorar - o vermelho da paixão, o mesmo vermelho do sangrar. O espaço foi algum dia pequeno demais, outros muito grande para o pouco de 'mim' . Agora o tempo mostra que o 'meu mim', é do tamanho do 'eu' que deixei crescer e ainda assim, cabe onde eu quiser, do jeito do meu querer, com ou sem exagero - deixando vazar ou não. Eis ali um pote dentro de outro pote - de carne, de osso e graças a Deus um cérebro que funciona e em avante. Dentro dela tem um pouco de saudade, muito de amor, um tanto de maldade. Está a cerca de leis, lembranças e estampas. Deixa encher, vê transbordar. Pode ser raso, pode ser fundo, pode ser como quiser. Bem como deixar rechear com muito pouco do próprio 'mim', mas infestado de você.

5 comentários:

Michele disse...

Thá, falando literalmente, esse texto está simplesmente perfeito! Mas quando vejo algumas entrelinhas, dá vontade de te pegar no colo e consertar o mundo pra você, ou ao menos o que te aflige e aperta o peito!


Obrigada pelas palavras, querida!
Acho que em breve terei boas notícias e vou correndo te contar!


Um beijo enorme, cumadi!
Te amo!

Daah Oliveira disse...

Saudade é um sentimento que eu não desejo para ninguém!!!

Estava Perdida no Mar disse...

Troca o recheio do pote e não apenas a parte externa. Não se preocupe tanto se a porta está fechada ou aberta, apenas troque o recheio do pote. Quer apostar quanto que a parte "infestada dele" sairá naturalmente.
Beijos

Andreia disse...

Aiiii que saudades deste cantinho!!
Mas eu voltei...VOLTEI! :)

Beijão!!!!!!!!!!!

Layz Costa disse...

Lindo, lindíssimo.
Achei perfeito, o jeito como você descreve tudo, se descreve e tudo isso numa simplicidade, numa intimidade com as palavras, admiro isso.
:}

Parabéns pelo blog, parabéns mesmo.
=*