quinta-feira, 5 de junho de 2008

Devagar e sempre!

Por várias vezes eu me senti retraída por situações que eu sequer sabia que seriam; eu sempre gostei de prever.
 

Desejei o que não podia e ofereci o que não foi bem recebido. Jurei não voltar atrás e chorei por querer voltar. Prometi não insistir e em cinco minutos achei que devesse ser mais maleável. Ansiei muito pelo sorriso e me dava por satisfeita com o entreaberto da boca, ainda que não fosse pra mim. E se o olhar não fosse só dos meus olhos, eu já estaria contente por poder contemplá-los...
 

Não há nada de novo, as regras sempre foram as mesmas e o erro de sempre foi sorrir, concordar e discurssar sobre a filosofia do coração doído. É fácil professar crenças e ideologias, se achar o modelo de conduta quando se vê raiar o sol e nada sai de uma teoria mal elaborada.
 

Sabe que eu acho feio essa coisa de trapaça, mas o pior mesmo, é quando se auto trapaceia. Talvez por isso ser hipócrita seja o caminho infinitamente mais perto que o da coerência, e ele, definitivamente dá menos trabalho.
 

Escolhas devem ser feitas, preços devem ser pagos e atitudes tomadas. Gosto muito de saber que todos erram e que não sou a única que faz 'cagada' nesse mundo tão pequeno. Entretanto, a disposição que se tem pra consertar, minimiza a boa vontade do outro compreender. E aí é evidente que o tempo vai passando e a gente acaba por definir pessoas e ações. Mas o que eu acho mais engraçado de tudo isso, é que se arrepender e voltar atrás, não apaga o que já nos tornamos com as atitudes já tomadas.
 

Se o hoje fosse ontem, talvez eu pedisse para esperar e seria bem vindo na minha ansiedade. E mesmo que me quisesse embaixo de mangas, eu diria sim e seria bem vindo no meu masoquismo feminino nada original. Mas, uma hora cansa. Cansa contentar-se com o pouco e achar demais. Um hora as pessoas também cansam. E a despeito do que muita gente desavisada pensa, amor e cansaço são compatíveis. Em seu sentido mais amplo possível.
 

Por isso acho que vale a pena se esforçar para ser merecedor do amor de pai, de filho, de namorado, de amigo ou de quem quer que seja... Porque até amar cansa, principalmente no vácuo, em sede saciada a conta-gotas.

Amor nem sempre é para sempre, o que é pra sempre, é a saudade.
 

Conte essa como uma 'desculpa' para não me ver arrastada em possibilidades. 

Eu opto por ir tão e tranqulilamente de escada, e não mais ir afoita ao topo, lá longe, até a altura na qual você me dá asas.

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