quinta-feira, 19 de junho de 2008

Dessas entrelinhas

Parece que foi ontem que a mesma sensação rondou minha cabeça durante todas as frestas do dia. Das horas que se confundem com passos inseguros durante o tempo que eu ainda faço calar.
 

É a mulher despregada do corpo que vejo caminhar da maneira mais desordenada, mas se esforçando para achar o ritmo seguro, porque tudo que ela quer é ver dar certo, é se sentir segura - com lua alta, mato ou maresia. E desde quando me sujeitei a sentar na avenina Paulista, percebi que o lugar pouco importava.
 

Tão parecida com a menina dos sonhos improváveis, é a que vê raiar o hoje de maneira tão simples, porque o simples também alimenta sua alma, embora muitas vezes não esteja tão claro e caixa alta. Mas ela está lá, esperando ainda, um aviso do céu que só tem perto de casa, ainda que seja capaz de contar estrelas nos diversos ângulos do céu.
 

O vento cortante queria dizer o que eu já sabia, então eu corri e fui o mais rápido que pude, sentindo o respirar ofegante, quase sôfrego - o desejo do engano.
 

Sinto como se a mesma garota que habita o meu eu já soubesse que ao fim de tudo isso, ela estaria sentada com os olhos mirando o mesmo lugar. Com uma certeza sem noção do que fez, não fez ou poderia ter feito durante todo aquele tempo, entre a felicidade desmesurada e a dúvida se ela existiu.
 

Quanto ao acolhimento quase perfeito, a sintonia inegável, a sedução implícita e explícita por toda parte, em cada parte... a moment - é apenas uma parte.

4 comentários:

♥ Ca ♥ disse...

Que texto lindo..Adorei.
Voce mesma quem o fez?!
Parabéns viu... Hahaha

ADOREI AQUI VOLTAREI MAIS VEZES

beijo

Alice disse...

nossa,primeira vez aqui,ja me deparo com um post desse?
mui bem escrito!

Estava Perdida no Mar disse...

Não importa o lugar né? Sempre somos os mesmos enquanto queremos ser. Simples ou cheios de melindres. Não importa. Só devemos desejar ser tudo aquilo que a gente é.
Amei o texto.
Beijos

♥ Ca ♥ disse...

Seus desabafos são MUITOO
criativos eim
haha aamei

beijo