segunda-feira, 12 de maio de 2008

Não sei por que!

Eu também não sei por que, mas às vezes, eu queria banir completamente todos eles.

Não me lembro quando exatamente peguei cisma, mas lembro-me bem que em uma aula de inglês, há alguns anos, questionei sobre to, at, in the e congêneres e a professora me disse: Thaís, sem por quês! São regras. E eu acho que a partir dali, descobri que também não gosto de um tanto de regras.


Falando bem a verdade, eu não sei mais que nome tem e menos ainda a cor que se apossa sobre as coisas. Acaba por ultrapassar o tempo, a velocidade, reflete, embaça os olhos, engasga a fala. Mas ao mesmo tempo diz tudo de uma única vez, e todas as perguntas, aquelas infindáveis e muitas vezes sem razão alguma de ser, causa constrangimento em mim mesma diante de argumentos isentos de porque. Até porque, talvez nada tenha que ser explicado.


Eu sei que não sabe o porquê e menos ainda se ele existe, afinal, ele pode estar só na minha cabeça prestes a explodir de tanta informação ou falta de. Mas a intuição feminina na maior parte mulher de mim diz saber e eu não sei se gosto, mas quero acreditar nisso. E embora eu não saiba, eu sei.

Sei também que segue dentro de todas as palpitações cegas e até nas que vêem além. Caminha cegamente, surda, sem espera e indiferente do que eu quero que seja, porque eu já não sei decidir mais nada e sinto como se as minhas mãos estivessem atadas. É lá dentro que está a tal intuição insone e palpável que faz sentir olhos abertos no escuro do quarto, momento em que os meus não se atrevem a abrir porque sabe que estão famintos dos seus.


Continua o círculo que me tapa os olhos e os ouvidos.


Nos pequenos momentos de desespero eu abrevio e não interrogo, a não ser pelos não raros instantes em que a certeza da insuficiência e da acidez embalam 'soquinhos' no estômago e tento enxergar a todo custo e em qualquer canto do meu existir, uma resposta que não abra diante de mim um enorme abismo.


Tenho dúvidas se isso pode cravar surtos de porque no seu escuro e se alguma parte do alguém se faz ninho repleto de alguma falta, que é em mim ausência certa e implacável.


De fato não sei a palavra, a frase, o código e não vou patentear o que já vi ou ouvi pelas beiradas, porque dessa vez eu sei que é inaudível e nada vai me parecer certo.


E o porquê quero que tudo soe como abre-te-sésamo, pode ser apenas uma vontade irrefreável do que eu não posso dizer, por que de novo, eu não sei.

4 comentários:

Mi disse...

Você bem sabe o quanto eu também preciso de porquês e odeio os por ques sem explicação. Pra mim, pra nós, tudo tem que ter um motivo, sensato e plausível, se fazer justificar. Mas a questão, Thá, ou ao menos o que venho percebendo, é que para algumas coisas não há explicação. Estava hoje mesmo voltando pra casa quando comecei a me questionar sobre uns poréns. Até que me dei conta: "acho que a maioria nem pensaria nisso, pra que encanar em problemas que não existem". E abstraí. Tá certo que às vezes o que nos tira o sono é bem real (não apenas fruto de nossa imaginação), mas percebo que quanto mais pensamos, mais as dúvidas surgem nem sei de onde. O jeito é viver, deixar pra lá, ou chutar o balde mesmo, confiando que a vida se encarrega de todas as coisas, na hora mais certa pra que tudo possa acontecer sem mais percalços.

Agora me conta: como tá a faculdade? E o coração? Posso te ligar um dia desses?

Estou estudando pra defesa do TCC daqui alguns dias... numa correria com otras cositas mais! Mas sem novidades além das que já te contei! Só sei que estou com saudades! Dia desses passei pelo Spoletto e lembrei de vc, do dia que passamos fome com o prato cheio na mão! hahaha

Beijos!
Te amo!

.Ná. disse...

A gente nem sempre sabe os porques das coisas, mas eles existem. Basta não procurar muito que uma luz aparece e nos dá esses motivos.
Bjos

candy disse...

Posso fazer uma pergutna?
Pq essa cisma com os pq´s?
hehehehe
Na verdade eu tenho uma mania horrorosaaa de tudo perguntar o porquê e explicar com a mesma palavrinha. Tipo racionalizando tudo, sabe?
Mas aí agora no meu estágio final do curso, a professora tem arrancado o "pq" e pedido para eu usar "como". É tão dificil, mas já estou me adptando e tenho evitado muitooo o pq!

Ah, sim...sou sagitariana sim e tb acredito nisso...
hehehehe
nao sei como a epoca que nascemos pode interferir em nosso jeito de ser nao, mas tudo cai como uma luva pra mim... hehehehhe

Boa semana
e seja bem vinda ao mundo blog
:D
*quer dizer, vc é nova aqui?

;****

AlmA FeLina disse...

Há tanto tempo venho questionando tantas coisas também...
To numa fase meio inércia, sabe? Sim, tenho raiva de mim, rsrs, num tolero gente sem iniciativa. Mas fazer o que quando a maré leva? E desta vez não está levando não, e sinto que talvez tenham tubarões se me arriscar mais longe. Mas não vou mais me fazer de vítima não. Às vezes percebo que está perfeito como está, porque se está, talvez seja porque deveria ser, não é mesmo? Hahahah. Enquanto isso, fico de olhos bem abertos a novas oportunidades. Se surgirem, as agarrarei sem medo! Sim, se surgirem. Estou sem coragem e muito menos com vontade de criá-las amiga. Pelo menos por enquanto, rsrs
ps.: não faça o que eu faço, e sim, o que eu digo. Portanto: sem porques, e se joga mulher! Hahahahahhahahahahah.
Um... sonho de valsa!
;)