quarta-feira, 14 de maio de 2008

Em: cantos!

O que algumas pessoas não vêem, talvez seja o que há de mais encantador nas minhas reticências e nos meus medos. Nos anseios disfarçados ou no sorriso implícito ou negado. Na admissão dos atos extremos e no alto teor de intensidade que vasa por todos os lados. É bem ali que se esconde a cumplicidade e o meu desamparo, o meu absolutismo e até meu afago. É onde perpetua segredos, pecados dolosos, ventania e trovões, estalar de dedos, o desejo glorioso ou vergonhoso. Há de continuar sendo requinte, mentiras confessadas, convite subentendido, inseguranças fracionadas, palavras suspeitas e vício talvez inofensivo. Para sempre a mesma essência, a linha reta e contramão, receio, culpa dividida, verbo compartilhado. A saltitante de segunda de manhã, do amanhã de sonhos, vontade desenfreada, eco de algum grito, sede quase nunca saciada, reflexo no espelho, ângulo que quero preciso. Ainda que seja o encanto da pequena, eu serei a desproporcional teimosa que carrega o que não cabe no coração porque sinto sempre que posso dar conta. A paciência que cansa, cisma do talvez e nunca, entrelinhas, alívio momentâneo, vontade de desvendar e dividir encantos.

3 comentários:

Andreia disse...

Oiê vim retribuir a visita!!!!!

Que blog FOFO! AMEI!

Te linkei, lindaaa!!


Beijão!!!!!!!!

Estava Perdida no Mar disse...

Sempre achei que o melhor de mim é justamente o que poucas pessoas conseguem ver. Hj em dia, já acho q o mais importante é que eu consiga ver isso.
Acho q vc tb vê o seu melhor.
Beijos
Vou te linkar!
PS: Dá uma escurecida nas letras dos posts...tá complicado enxergar.

... disse...

Poucos são capazes de entender tamanha sensibilidade. Mas me encanta essa sua forma de se decifrar tão bem. Porque olhar para dentro de si nem sempre é fácil! :)

Um beijo, pequena que amo!